Transexuais e travestis terão direito a manter nomes sociais em lápides no DF
Câmara Legislativa aprovou projeto de lei assegurando o respeito ao nome social em todas as situações após a morte

A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) aprovou, nesta quarta-feira (9/12), o projeto de lei que assegura o reconhecimento do nome social de pessoas trans e travestis nas lápides de túmulos, jazigos e certidões de óbito.
A proposta é de autoria do deputado distrital Fábio Felix (Psol). O iniciativa recebeu o nome de Vick Jugnet, uma jovem brasiliense que, apesar de ter adotado o nome Victória, a Justiça negou retificação póstuma de seu registro civil.

Receba no seu email as notícias de Metrópoles DF
Frequência de envio: Diário
Ver todasA lei estabelece o respeito à identidade de gênero durante as cerimônias de velório, sepultamento ou cremação. Nesse sentido, serão resguardadas a aparência pessoal e as vestimentas utilizadas pela pessoa trans ou travesti enquanto viva.

Receba no seu email as notícias de Metrópoles DF
Frequência de envio: Diário
Ver todas“Nós entendemos que se trata do direito à dignidade e à memória. A autodeterminação de gênero deve ser respeitada sempre. Ainda existem muitas barreiras sociais e econômicas que dificultam a retificação do nome”, comentou Felix.
Segundo o parlamentar, trocar toda a documentação exige recursos que, muitas vezes, as pessoas trans não têm, em função de dificuldades financeiras.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles DFO texto segue para análise do governador Ibaneis Rocha (MDB). O chefe do Executivo local pode sancionar ou vetar a lei.



