TJDFT barra rodeio e define multa de R$ 2 milhões em caso de descumprimento

Evento era previsto para este fim de semana na Granja do Torto. "Provas são causadoras de maus tratos aos animais", diz juiz. Cabe recurso

atualizado 23/06/2021 10:51

RodeioReprodução / Redes sociais

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDFT) proibiu a realização do 18º Campeonato NQMB Quarto de Milha, um rodeio que estava previsto para ocorrer neste sábado e domingo (26 e 27/6), no Parque de Exposição Granja do Torto no DF. A decisão é liminar, ou seja, cabe recurso.

O Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal apresentou uma Ação Civil Pública (ACP) solicitando a proibição do rodeio e teve o pedido acolhido pela Vara do Meio Ambiente do DF. A multa pelo descumprimento é de R$ 2 milhões.

O rodeio previa provas de Rédeas, Team Penning, Breakway e Laço Individual.

Veja a ACP:

ACP – Rodeio by Metropoles on Scribd

Na mesma sentença, a Vara do Meio Ambiente autorizou a realização das demais atividades, sem participação de animais.

“As provas de rodeio são inequivocamente causadoras de severos maus tratos aos animais envolvidos, notadamente as que envolvem perseguição, laceio e derrubada de bovinos, sendo estes submetidos a intenso padecimento pela dinâmica manifestamente cruel com que ocorrem. Se são cruéis, são inconstitucionais, e não podem ser promovidas”, sentenciou o juiz Carlos Frederico Majora Medeiros.

Leia a decisão liminar:

Decisão liminar by Metropoles on Scribd

Segundo a advogada responsável pela ação, Ana Paula de Vasconcelos, essa decisão é um reconhecimento do Poder Judiciário. “É um avanço do direito animal, pois se reconhece a crueldade a que esses animais são submetidos ao serem laçados, perseguidos e derrubados ao chão”, assinalou.

Outro lado

O rodeio é um evento oficial da Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Quarto de Milha (ABQM). O Metrópoles tentou contato com a instituição. O espaço está aberto para futuras manifestações.

A reportagem também buscou o posicionamento da organização do local das provas. Os responsáveis decidiram inicialmente não fazer comentários, por não terem sido citados na decisão.

Últimas notícias