Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Distrito Federal

TJDFT adia julgamento de recurso contra psicológo acusado de matar 17 gatos

Segundo recurso do MP, Pablo Stuart deveria responder pela morte de cada um dos 17 gatos e, com isso, a pena seria aumentada para 46 anos

14/10/2026 19:25
Material obtido pelo Metrópoles
TJDFT adia julgamento de recurso contra psicológo acusado de matar 17 gatos

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) adiou o julgamento do recurso do Ministério Público (MPDFT) para aumentar a pena do psicólogo Pablo Stuart Fernandes Carvalho (foto em destaque), acusado de torturar e matar 17 gatos. O julgamento seria realizado nesta quinta-feira (15/10), mas foi adiado a pedido da defesa de Pablo e não tem nova data.

O caso foi revelado pelo Metrópoles em março de 2025.

Pablo Stuart foi condenado em primeira instância, em abril de 2026, a 9 anos de prisão por maus-tratos aos 17 animais. A Justiça também proibiu o psicólogo de assumir a guarda de novos animais de estimação.

Mas, segundo o Ministério Público, Stuart deveria responder por cada um dos 17 gatos mortos, o que tornaria a pena mais extensa. Caso o pedido seja aceito, o tempo de prisão saltaria para mais de 46 anos.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles DF

Representante do grupo Justiça pelos Tigrados, criado para denunciar o acusado à época, Juliana Campos considera o aumento de pena justo e necessário. “Foram 17 gatos mortos. Foram 17 vidas”, pontuou.

Para a defensora dos animais, a pena precisa ser adequada à gravidade do crime. “Ele está solto e sem tornozeleira. As pessoas têm um sentimento de impunidade”, completou.

“Os gatos são seres sencientes. Sentem dor, frio, medo”, argumentou a protetora.

TJDFT adia julgamento de recurso contra psicológo acusado de matar 17 gatos - destaque galeria
3 imagens
Pablo fez ritual com gatos tigrados, afirmam autoridades
Ele adotou pelo menos 20 gatos em seis meses
Pablo Stuart Fernandes Carvalho, 30 anos, apontado como autor da morte de, pelo menos, 20 gatos
1 de 3

Pablo Stuart Fernandes Carvalho, 30 anos, apontado como autor da morte de, pelo menos, 20 gatos

Material obtido pelo Metrópoles
Pablo fez ritual com gatos tigrados, afirmam autoridades
2 de 3

Pablo fez ritual com gatos tigrados, afirmam autoridades

Material obtido pelo Metrópoles
Ele adotou pelo menos 20 gatos em seis meses
3 de 3

Ele adotou pelo menos 20 gatos em seis meses

Material obtido pelo Metrópoles
TJDFT adia julgamento de recurso contra psicológo acusado de matar 17 gatos - destaque galeria
8 imagens
Um dos gatos mortos por Pablo Stuart Carvalho
Um dos gatos mortos por Pablo Stuart Carvalho
Um dos gatos mortos por Pablo Stuart Carvalho
Um dos gatos mortos por Pablo Stuart Carvalho
Um dos gatos mortos por Pablo Stuart Carvalho
TJDFT adia julgamento de recurso contra psicológo acusado de matar 17 gatos - imagem 1
1 de 8

Divulgação/PCDF
Um dos gatos mortos por Pablo Stuart Carvalho
2 de 8

Um dos gatos mortos por Pablo Stuart Carvalho

Divulgação/PCDF
Um dos gatos mortos por Pablo Stuart Carvalho
3 de 8

Um dos gatos mortos por Pablo Stuart Carvalho

Divulgação/PCDF
Um dos gatos mortos por Pablo Stuart Carvalho
4 de 8

Um dos gatos mortos por Pablo Stuart Carvalho

Divulgação/PCDF
Um dos gatos mortos por Pablo Stuart Carvalho
5 de 8

Um dos gatos mortos por Pablo Stuart Carvalho

Divulgação/PCDF
Um dos gatos mortos por Pablo Stuart Carvalho
6 de 8

Um dos gatos mortos por Pablo Stuart Carvalho

Divulgação/PCDF
Um dos gatos mortos por Pablo Stuart Carvalho
7 de 8

Um dos gatos mortos por Pablo Stuart Carvalho

Divulgação/PCDF
Um dos gatos mortos por Pablo Stuart Carvalho
8 de 8

Um dos gatos mortos por Pablo Stuart Carvalho

Divulgação/PCDF

Diego Marques, advogado de Pablo Stuart afirmou a que o pedido de adiamento ocorreu “em razão de uma irregularidade processual que comprometia o contraditório e a ampla defesa”.

“Não se trata de medida protelatória, mas de garantir o devido processo legal. Quanto ao mérito, a defesa mantém a tese de inocência do acusado e confia que o Tribunal apreciará os argumentos defensivos e as provas dos autos de forma técnica, imparcial e fundamentada”, afirmou o advogado em nota.

Receba no seu email as notícias de Metrópoles DF

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

Relembre o caso

  • Em 18 de março do ano passado, o Metrópoles revelou o caso de Pablo Stuart Fernandes Carvalho, 30 anos, psicólogo acusado de maltratar e matar diversos gatos.
  • Para além da crueldade, os crimes chamam a atenção porque absolutamente todos os felinos adotados por Pablo eram cinza e tinham pelagem rajada.
  • Pablo procurava protetores de animais pedindo para adotar os bichinhos. Um mês após uma adoção, ele inventava histórias para as doadoras afirmando que os bichos haviam sumido e pedia outro animal.
  • Ele conseguiu adotar pelo menos 20 felinos entre setembro de 2024 e março de 2025.
  • Após a divulgação inicial do caso, a maior dúvida era o que havia acontecido com os gatos. Depois, a investigação policial concluiu que Pablo matou quase todos os animais adotados — uma das cuidadoras conseguiu recuperar um deles.
  • Áudios obtidos pelo Metrópoles e depoimentos de vizinhos comprovaram o teor macabro das atitudes de Pablo: ele jogava os bichinhos contra a parede e os torturava com banhos indevidos no apartamento onde morava, no Gama.
  • Depois das primeiras denúncias e da repercussão do caso, Pablo foi preso pela PCDF em 25 de março de 2025. Dias depois, a Justiça converteu a prisão em preventiva.
  • O psicólogo passou por audiências na 2ª Vara Criminal do Gama em 18 de setembro e 9 de outubro. Na primeira data, a Justiça ouviu as testemunhas de acusação; na segunda, foi a vez de a defesa se posicionar.
  • A defesa do psicólogo recorreu da prisão, e a 2ª Vara Criminal do Gama aceitou o pedido de revogação da prisão preventiva em 30 de outubro de 2025. Ele está livre desde então.
  • O registro profissional de psicólogo de Stuart está cancelado.
  • Em 13 de abril de 2026, Pablo foi condenado a 9 anos de reclusão.

Insanidade descartada

Um laudo produzido pelo Instituto Médico Legal (IML) concluiu que Stuart apresenta perturbações de saúde mental, mas possui plena capacidade de entendimento e autodeterminação. Portanto, descarta a insanidade e determina que o homem tem, sim, consciência de seus atos.

O documento apontou que, à época dos fatos, o acusado tinha transtorno ansioso não especificado e transtornos mentais e de comportamento decorrentes do uso abusivo de estimulantes.

“Caso seja realmente o autor dos crimes a ele imputados, não houve nexo causal entre os crimes praticados e seus transtornos ansiosos ou decorrentes do uso de estimulantes, incluindo a cafeína”, afirmou o laudo.