“Tivemos que mandar um recado forte à sociedade”, diz Ibaneis

Novo decreto sobre o lockdown no DF será publicado neste sábado (27/2). O período terá duração de 15 dias

atualizado 27/02/2021 14:08

Ibaneis Rocha na LideJaqueline Lisboa/Metrópoles

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), deu mais detalhes sobre a motivação de ter determinado o lockdown na cidade. Segundo ele, a pressão da população do Entorno nos hospitais da capital do país e o aumento do índice de transmissão do novo coronavírus fizeram com que a decisão fosse tomada.

Neste sábado (27/2), o GDF definiu um novo conjunto de medidas para o período de restrição de atividades, em reunião no Palácio do Buriti. O período do lockdown, por exemplo, vai durar 15 dias, em princípio.

“Ontem (sexta, 27/2), por conta do grande número de ocupação de leitos, nos chegamos a 98%. Nós tivemos que mandar um recado forte à sociedade, que, parece, não acredita mais que a Covid-19 vai se espalhar. E ela (a doença) está se espalhando em um nível muito alto”, alertou o governador.

As restrições começam a ser adotadas a partir das 0h01 deste domingo (28/2). Ibaneis explicou que o índice de transmissão do novo coronavírus no DF chegou a 1,08. E quanto esse número passa de 1, são necessárias medidas restritivas.

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“Aliando os 98% de ocupação dos leitos, com o índice de transmissão que saiu de entorno de 0,79 para 1,09, nós tivemos que adotar aquele primeiro decreto”, comentou.

O secretário de Saúde, Osnei Okumoto, afirmou que a capital do país entra em março com preocupação muito grande. De acordo com ele, a pressão de outros estados por vagas de UTI no DF está aumentando.

Um decreto com as novas regras será publicado ainda neste sábado (27/2), segundo o governador.

“Nós vamos colocar um prazo para esse decreto, que é um prazo de 15 dias de suspensão das principais atividades. E aí, na sequência, nós vamos fazendo a liberação, como foi feito no ano passado, só que num prazo menor”, detalhou Ibaneis.

O governador assinalou também que todas as decisões do DF estão sendo comunicadas aos prefeitos do Entorno. A ideia é construir ações e estratégias em conjunto.

“É um sofrimento muito grande”

Ibaneis repetiu o recado que deixou no Twitter, de que não fica feliz com o lockdown.

“Quero deixar bem claro a todos vocês que não tomo essa medida com nenhum tipo de prazer. É um sofrimento muito grande. Eu sempre replico que não fui eleito ou pensava que fui eleito para viver o que eu estou vivendo”, discursou o governador.

“Eu sofro todos os dias com o que vem acontecendo, mas infelizmente, as medidas precisam ser tomadas na preservação da vida, com preocupação no que diz respeito à empregabilidade”, concluiu.

Para Ibaneis, a contenção da pandemia depende da conscientização da população e do setor produtivo. “Se persistirem os índices de transmissibilidade que nós temos hoje apurados pela Secretaria de Saúde e os índices de internação, esse decreto vai se arrastar por mais tempo”, alertou.

“Na área da Saúde, o governo sozinho não consegue resolver o problema”, confessou o governador.

População carente

Para socorrer a população carente, o GDF planeja reforçar a distribuição do programa Cartão Prato Cheio. Segundo Ibaneis Rocha, o projeto vai ser conduzido pelas secretarias de Desenvolvimento Social, de Justiça e da Mulher. A ideia é ampliar o auxílio.

“Nós já temos o programa do Prato Cheio, que corresponde a R$ 250 por mês às pessoas. E aí nós estamos trabalhando, havendo uma continuidade com as medidas restritivas, de ampliar essa distribuição do Cartão Prato Cheio. Nós já temos o nosso instrumento de transmissão de renda às pessoas que têm dificuldades”, explicou.

Neste contexto, Ibaneis avalia positivamente os estudos do governo federal para a criação de um novo auxílio emergencial, no valor de R$ 250.

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