Tecnologia 5G: cobertura chegará a 80% do DF a partir de quarta (6/7)

Mais de 300 estações rádio base (ERBs) já foram instaladas na capital para nova tecnologia da internet móvel

atualizado 04/07/2022 20:30

celular com a logo 5GReprodução

Com mais de 300 estações rádio base (ERBs) instaladas, o Distrito Federal terá uma cobertura de 80% de seu território com a quinta geração de internet móvel, mais conhecida como 5G, a partir desta quarta-feira (6/7). A informação foi divulgada pelo Grupo de Acompanhamento da Implantação das Soluções para os Problemas de Interferência (Gaispi) da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) nesta segunda (4/7).

Conforme explicou o presidente do Gaispi, Moisés Moreira, a capital foi escolhida pela logística. “É uma cidade que funciona como piloto e conseguimos ter toda a cautela necessária antes de iniciar a ativação”, disse em coletiva de imprensa.

O último grande teste do 5G em Brasília ocorreu neste fim de semana. Segundo descreveu Vinícius Caram, secretário-executivo do Gaispi, foi o “teste de fogo”. “Pegamos e ativamos 100% da capacidade. Estivemos em contato com redes de televisão e operadoras de TV a cabo para saber se haveria alguma interferência, mas tudo correu bem”, detalhou.

Veja a distribuição das torres no DF

De acordo com as informações do grupo, as próximas cidades a serem contempladas com o 5G devem ser Belo Horizonte (MG), Porto Alegre (RS) e São Paulo (SP). Vale lembrar que, para ter acesso ao sinal da nova geração, é necessário ter um celular que receba as frequências enviadas pelas torres.

O 5G promete velocidade mais rápida de conexão, diminuição do tempo de downloads e uploads, além de conexões mais estáveis, o que permitirá diversas novas aplicações e melhorias acentuadas de desempenho nas já existentes.

Atraso de dois meses

Em 11 de maio deste ano, o grupo aprovou a proposta de prazo adicional de 60 dias para a disponibilização da tecnologia em todas as capitais brasileiras. Segundo nota divulgada pela Anatel na época, o Gaispi solicitou o adiamento diante da falta de equipamentos para fazer a “limpeza da faixa” de 3,5GHz, que será usada pelo 5G.

“A motivação técnica para adoção de prazo adicional foi a impossibilidade de entrega de equipamentos pela indústria, para a realização da mitigação de interferências nas estações satelitais, no prazo original. A Entidade Administradora da Faixa de 3,5 GHz (EAF) explicou que o lockdown na China, a escassez de semicondutores, as limitações do transporte aéreo e a demora no desembaraço aduaneiro trouxeram impactos ao projeto”, relatou a Anatel, em nota.

O edital do leilão do 5G previa a disponibilização do sistema em todas as capitais brasileiras até 31 de julho.

Empresas vencedoras

Em novembro do ano passado, a Anatel deu início ao leilão do 5G, que oferecerá a internet de quinta geração. Ao todo, 15 empresas se interessaram pelo certame e três das principais marcas do Brasil no setor de telefonia estão entre as vencedoras.

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