Técnico jogava seringas utilizadas para matar vítimas em lixo comum

Uma vez aplicada a substância na veia, vítimas sofriam parada cardíaca quase que imediatamente; trio foi preso suspeito de série de mortes

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Foto colorida de seringa - Anvisa amplia vacina contra HPV para prevenir outros tipos de câncer - Metrópoles
1 de 1 Foto colorida de seringa - Anvisa amplia vacina contra HPV para prevenir outros tipos de câncer - Metrópoles - Foto: Catherine Falls Commercial/Getty Images

As seringas utilizadas pelo técnico de enfermagem Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo (foto abaixo), de 24 anos, para aplicar a substância que ocasionou a morte de três pacientes no Hospital Anchieta, em Taguatinga (DF), eram descartadas em lixo comum.

“Essa conduta em si do descarte da seringa já não poderia ser realizada. Elas têm que ser jogadas necessariamente no lixo específico”, explicou o delegado da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) Wisllei Salomão.
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Fraude e parada cardíaca

À imprensa ele detalhou também como que o processo das aplicações era feito. Segundo Salomão, o técnico entrava no sistema do hospital utilizando o login de um médico que não trabalhava mais lá. A PCDF investiga como Marcos conseguiu esse acesso.

Dentro do sistema, o suspeito prescrevia uma receita da medicação pura. Ao gerar o documento, ele seguia até a farmácia, pegava o remédio e o escondia em seu jaleco.

Marcos então se dirigia aos leitos, momento em que as técnicas iniciavam a participação na ação.

Enquanto o técnico administrava a droga, as técnicas vigiavam a movimentação nos no corredores e na porta dos leitos da Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Uma vez aplicada a substância na veia, as vítimas sofriam parada cardíaca quase que imediatamente. Para disfarçar o uso da aplicação, Marcos ainda realizava massagens de reanimação nos pacientes enquanto as técnicas apenas observavam de longe.


Entenda o caso

  • A primeira fase da Operação Anúbis foi deflagrada na manhã de 11 de janeiro, com o apoio do Departamento de Polícia Especializada (DPE).
  • Na ocasião, dois investigados foram presos temporariamente por ordem judicial. Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços localizados em Taguatinga, Brazlândia e Águas Lindas, no Entorno do Distrito Federal.
  • Durante as diligências, os policiais recolheram materiais considerados relevantes para a apuração, que passaram a ser analisados pelos investigadores.
  • A polícia busca esclarecer a dinâmica das mortes, o papel de cada suspeito e se houve participação de outras pessoas.
  • As investigações tiveram um novo avanço na última quinta-feira (15), com a deflagração da segunda fase da Operação Anúbis.
  • Nesta etapa, a Polícia Civil cumpriu mais um mandado de prisão temporária contra uma investigada e realizou novas apreensões de dispositivos eletrônicos em Ceilândia e Samambaia.

As duas técnicas de enfermagem presas por participar com Marcos são Amanda Rodrigues de Sousa e Marcela Camilly Alves da Silva.

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João Clemente Pereira tinha 63 anos
Outra vítima do trio foi a professora aposentada Miranilde Pereira da Silva, 75 anos
Marcos Moreira era servidor dos Correios
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Marcos Moreira era servidor dos Correios

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João Clemente Pereira tinha 63 anos
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João Clemente Pereira tinha 63 anos

Material cedido ao Metrópoles
Outra vítima do trio foi a professora aposentada Miranilde Pereira da Silva, 75 anos
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Outra vítima do trio foi a professora aposentada Miranilde Pereira da Silva, 75 anos

Reprodução/ Sinpro

Metrópoles apurou que o trio teria matado João Clemente Pereira, 63 anos, servidor da Caesb; Marcos Moreira, 33 anos, servidor dos Correios; Miranilde Pereira da Silva, professora aposentada, de 75 anos. A motivação do crime ainda é investigada.

O caso foi denunciado às autoridades pelo próprio hospital, após observar circunstâncias atípicas relacionadas aos três na UTI. “O hospital instaurou investigação, por iniciativa própria”, afirmou a instituição em nota.

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