SUS poderá contratar atendimento em hospitais particulares no DF
Programa permitirá que o GDF contrate hospitais e clínicas particulares para ampliar atendimentos do SUS
atualizado
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A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, assinou nesta quinta-feira (28/5), no Palácio do Buriti, o decreto do programa “SUS Candango”, iniciativa criada para ampliar os atendimentos de saúde quando a rede pública não tiver capacidade suficiente para atender a demanda. A proposta permite que o GDF contrate hospitais e clínicas particulares para realizar consultas, exames, cirurgias e outros procedimentos para pacientes do SUS, por meio de uma tabela própria de remuneração.
Segundo o texto, a participação da iniciativa privada será usada apenas em casos nos quais houver comprovação de que a rede pública não consegue ampliar os serviços. O financiamento será feito com recursos próprios do Distrito Federal e também por emendas parlamentares distritais e federais.
Participaram da cerimônia o secretário de Saúde do DF, Juracy Cavalcante; o deputado distrital Roosevelt Vilela; e a superintendente do Sindicato Brasiliense de Hospitais, Clínicas e Casas de Saúde (SBH), Danielle Feitosa.
Durante o evento, Celina afirmou que a regulamentação interna do programa deve ficar pronta em cerca de 15 dias. Em tom descontraído, ela brincou sobre o prazo ao ser questionada sobre quando a medida começará a funcionar.
A governadora também afirmou que o governo conseguiu viabilizar a proposta após reorganizar prioridades e cortar gastos considerados desnecessários. “No dia que eu sancionar a lei, eu vou pagar aquilo que eu devo. Porque quando você economiza com um monte de porcariada, você tem dinheiro pra pagar a saúde”, declarou.
Referência veio de SP
O modelo do SUS Candango foi inspirado em uma iniciativa adotada em São Paulo, a “Tabela SUS Paulista”, para ampliar atendimentos de saúde por meio da complementação dos serviços da rede privada. A proposta do DF foi construída a partir do Projeto de Lei nº 2.144/2026, que criou a chamada “Tabela SUS Candanga”.
Durante a cerimônia de assinatura, o deputado distrital Roosevelt Vilela destacou que esteve em São Paulo ao lado do secretário de Saúde do DF, Juracy Cavalcante Lacerda Júnior, para conhecer o funcionamento do SUS Paulista.
“O secretário nos mostrou um gráfico da taxa de mortalidade de pacientes com câncer antes e depois do programa. Quando o SUS Paulista entrou em funcionamento, o número de mortes caiu drasticamente, porque a demanda da rede pública que não estava sendo atendida passou a ser direcionada para a saúde suplementar.”
A medida teve participação do deputado distrital Roosevelt Vilela, autor de um dos projetos que tramitaram em conjunto com o PL nº 2306/2026, encaminhado pelo Governo do Distrito Federal. As propostas foram aprovadas pela Câmara Legislativa e seguem para regulamentação após a assinatura do decreto.