Supermercado que vendia mercadoria furtada é alvo de operação da PCDF
A Coordenação de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Corpatri) prendeu a dona do estabelecimento, que fica em Luziânia (GO), no Entorno do DF
atualizado
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A Polícia Civil deflagrou uma nova nova fase da Operação Latrinariam (papel higiênico em latim), para desarticular uma organização criminosa suspeita de furto e receptação de cargas. O alvo foi um supermercado localizado no Jardim Ingá, em Luziânia, no Entorno do Distrito Federal. Os investigadores apreenderam 2,5 toneladas de alimentos, além de 2 mil maços de cigarros contrabandeados e 2 mil garrafas de vodka. A ação ocorreu nessa terça-feira (20/11).
De acordo com as investigações, toda a mercadoria apreendida havia sido furtada de uma transportadora no Recanto das Emas, em 26 de outubro deste ano. Os investigadores da Coordenação de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Corpatri) prenderam em flagrante a proprietária do supermercado Fortaleza, Cleide Teresinha Vedovatto, 58 anos.
Uma espingarda calibre .44 foi localizada no interior de um escritório que existe no supermercado. A arma seria de Evaldo Júnior, 35, filho de Cleide. A polícia não conseguiu localizar o suspeito. A proprietária do supermercado foi autuada por receptação qualificada, crime cuja pena prevista é de três a oito anos de reclusão.
Primeira fase
A primeira fase da operação foi deflagrada no dia 7 de novembro. De acordo com as investigações, os produtos eram desviados das fornecedoras e revendidos em supermercados nas regiões de Santa Maria e Valparaíso de Goiás, no Entorno do DF. O prejuízo ultrapassa R$ 1,5 milhão, segundo a PCDF.
A ação mirou donos e funcionários da rede Alvorada, além de motoristas de caminhões fretados. Na época, foram cumpridos 14 mandados de prisão preventiva e 21 de busca e apreensão em Santa Maria, Ceilândia, Samambaia, Taguatinga, Brazlândia, no Recanto das Emas, Gama, e no Valparaíso.
A quadrilha se dividia em duas frentes: furto e revenda das mercadorias. Um dos suspeitos aliciava motoristas de caminhão. Eles eram contratados pelas empresas transportadoras para a realização de fretes e desviavam as cargas para o grupo criminoso.
Um dos modos de atuação do grupo, na tentativa de evitar uma investigação policial, consistia no uso de documentos falsos por parte dos motoristas para realizar seu cadastro junto às transportadoras, de forma que, quando a empresa percebia que foi vítima de furto, não conseguisse “rastrear” o motorista.
Após a operação policial, o supermercado Alvorada de Santa Maria foi fechado pela Vigilância Sanitária. No momento em que cumpriam mandados de busca e apreensão, os policias identificaram diversas irregularidades que comprometem a saúde dos clientes. As condições precárias de higiene também resultaram na interdição de outra filial da rede, em Valparaíso de Goiás (GO), no dia 7 de novembro.
“Chegamos aos locais quando ainda estavam fechados, sem clientes. Nos deparamos com uma extrema precariedade: moscas, baratas e produtos em contato com a rede de esgoto”, disse o delegado Luiz Fernando, da Corpatri. Havia, também, mercadorias vencidas, como queijos. Os itens eram sempre colocados em promoção, para que fossem escoados rapidamente.










