STF determina que Anderson Torres retire tornozeleira eletrônica

Desvinculação da tornozeleira é procedimento padrão, uma vez que o ex-ministro e ex-secretário de Segurança Pública do DF já está preso

atualizado

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Anderson Torres presta depoimento à CPI do 8/1 - Metrópoles
1 de 1 Anderson Torres presta depoimento à CPI do 8/1 - Metrópoles - Foto: Hugo Barreto/Metrópoles

Preso nesta terça-feira (25/11), após o trânsito em julgado do processo que o condenou a 24 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, o ex-ministro da Justiça Anderson Torres retirou a tornozeleira eletrônica após ordem do Supremo Tribunal Federal (STF).

Torres, que também foi secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, usava o equipamento desde 2023.

A desvinculação da tornozeleira é procedimento padrão, uma vez que Anderson Torres já está preso.

O ex-ministro do governo Bolsonaro vai cumprir pena no 19º Batalhão de Polícia Militar, conhecido como Papudinha, localizado no Complexo Penitenciário da Papuda, em São Sebastião (DF).

Imagem colorida da Tornozeleira eletrônica usada por Anderson Torres em sua prisão domiciliar
Anderson Torres, ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal e ex-ministro da Justiça, prestou depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de Janeiro em fevereiro deste ano

Preso em escritório

Anderson Torres estava no escritório do advogado dele, Eumar Novacki, no Lago Sul (DF), quando foi preso. A Polícia Federal (PF) foi à casa do ex-ministro, no Jardim Botânico (DF), e não o encontrou lá.

A defesa de Torres se manifestou sobre a prisão. Em nota à imprensa assinada pelo advogado Eumar Novacki, a defesa diz que ele aceitou “com serenidade” a determinação da prisão.

Segundo o advogado, ele estava no escritório discutindo “a apresentação de recurso, cujo prazo final é o dia 3 de dezembro, quando recebeu a notícia da antecipação do trânsito em julgado e, imediatamente, decidiu se apresentar no local designado para o cumprimento da pena”.

“[Anderson Torres] lamenta que as inúmeras provas que demostram não estar envolvido, direta ou indiretamente, com qualquer tentativa de golpe de Estado, tenham sequer sido consideradas na decisão que o condenou a uma pena duríssima de 24 anos de prisão”, encerra a defesa.

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