Soldado que matou ex-namorada e feriu professor se entrega
Ronan Menezes, do 10º Batalhão de Ceilândia, entregou-se na noite dessa sexta (4/4) e está detido na carceragem da Polícia Militar

O soldado Ronan Menezes, acusado de matar a tiros a ex-namorada e ferir um professor de academia de ginástica, apresentou-se na noite dessa sexta-feira (4/5) ao 10º Batalhão do Grupo Tático Operacional de Ceilândia, segundo informações da Polícia Militar do Distrito Federal.
Ainda de acordo com a instituição, o acusado foi encaminhado à 24ª DP (Setor O), onde foi autuado por feminicídio e tentativa de homicídio. Ronan ficou calado no depoimento e está detido no presídio da Papudinha, que fica dentro do Complexo Penitenciário da Papuda.
A jovem Jéssyka Laynara da Silva Souza, 25 anos, foi atingida por cinco tiros e morreu na hora. Já o professor, Pedro Henrique da Silva Torres, 29, alvo de três disparos, foi encaminhado em estado grave ao Hospital Regional de Ceilândia (HRC).
O velório de Jéssyka será neste domingo (6/5), no Cemitério Campo da Esperança de Taguatinga, às 9h, e o sepultamento ocorrerá às 11h30.
Parentes e amigos afirmaram que Ronan não aceitava o fim do relacionamento. De acordo com eles, Jéssyka e o policial militar chegaram a ficar noivos e malhavam em uma academia diferente daquela na qual Pedro trabalhava. As duas vítimas, segundo os relatos, conheciam-se, mas eram apenas amigos.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles DFLogo após saber da morte da filha, o pai de Jéssyka chegou na casa totalmente transtornado. “Infeliz, desgraçado. Eu quero minha filha de volta”. Ele foi amparado por amigos e familiares, mas não conseguiu conter o desespero: “Filha, filha! Volta! Esse cara não é dono do mundo”.

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Ver todasVeja o vídeo do momento em que colegas de Pedro o socorrem na academia. As cenas são fortes:
Na tarde deste sábado (5/5), a Polícia Militar do Distrito Federal divulgou nota oficial sobre o caso. Confira na íntegra:
“A Polícia Militar do Distrito Federal, ao tempo em que se solidariza com os familiares e amigos das vítimas da tragédia ocorrida na tarde dessa sexta-feira (4) na Ceilândia, vem a público reafirmar seu compromisso com a lei e com a justiça.
Homens e mulheres policiais militares que integram as fileiras da corporação saem de suas casas todos os dias para combater crimes e proteger vidas.
A corporação repudia veementemente toda e qualquer ação criminosa, sobretudo quando praticada por um de seus integrantes. O caso será esclarecido o mais breve possível e a devida punição será aplicada de forma exemplar.”


















