“Só pedi ajuda”, diz mãe que foi retirada de voo da Latam pela PF

Segundo Viviane Carvalho, ela pediu ajuda a uma comissária para guardar o carrinho do bebê de 1 ano, mas a profissional não quis ajudar

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1 de 1 viviane-advogada-confusao-latam - Foto: Material cedido pelo Metrópoles

“Não exigi nada. Só pedi ajuda.” O relato é da advogada Viviane Carvalho Souza de Araújo (foto em destaque), que viajava sozinha com o filho, de 1 ano e 10 meses, quando foi retirada de um voo da Latam por agentes da Polícia Federal (PF), após uma confusão com uma comissária de bordo por causa de um carrinho de bebê.

Segundo Viviane, ela foi destratada e humilhada por uma funcionária durante o embarque em um voo da companhia aérea que partiu de São Paulo com destino a Brasília, na manhã dessa segunda-feira (4/5).

A advogada conta que pediu ajuda à comissária para guardar o carrinho dobrável do bebê no compartimento superior da cabine, mas a profissional teria reagido de forma ríspida e sem empatia.

“Ela disse que não poderia ajudar porque, se ajudasse um passageiro, teria que ajudar todos. Eu sou mãe, estava sozinha com meu neném no colo. Não exigi nada. Só pedi ajuda”, afirmou.

Mesmo diante da negativa, Viviane relata que conseguiu acomodar os pertences sozinha e seguiu até o assento. Em seguida, decidiu procurar a equipe da aeronave para registrar uma reclamação sobre o atendimento. Segundo ela, foi nesse momento que a situação começou a sair do controle.

“Depois que todos se sentaram, decidi ir até os funcionários, com o celular gravando, para tentar registrar uma reclamação sobre o atendimento recebido no voo. Foi quando a comissária se alterou ainda mais”, detalhou.

 

 

 

Viviane afirma que viaja com frequência de avião com o filho e que, em outras ocasiões, recebeu ajuda para guardar o carrinho. As orientações publicadas pela Latam informam que o transporte do item dobrável na cabine é permitido, desde que haja espaço.

Em nota ao Metrópoles, a Latam confirmou que solicitou apoio da Polícia Federal durante o embarque do voo e que o pedido ocorreu “após a discordância de uma passageira em relação às normas de segurança da companhia para a acomodação do carrinho de bebê a bordo da aeronave”.

“Humilhada”

No vídeo gravado por Viviane após a negativa da comissária (veja acima), ela pede para falar com o responsável pelo voo. A funcionária em questão afirma que ela é a responsável e, após perceber que está sendo gravada, chama outros funcionários da companhia, dizendo “acho que ela está querendo desembarcar”.

Em seguida, um funcionário se aproxima e a comissária da Latam avisa que vai chamar a Polícia Federal (PF).

“Todos que estavam próximos ao portão me viram sendo escoltada pela PF. Parecia que eu tinha cometido algum crime”, disse Viviane.

Ainda de acordo com ela, durante a discussão, a funcionária teria se aproximado de maneira exagerada, chegando a ficar “cara a cara” com ela.

Dentro da aeronave, segundo relatos, passageiros ouviram o piloto informar que o voo estava atrasado porque uma passageira estaria descumprindo normas de segurança — situação que, para Viviane, aumentou ainda mais a sensação de exposição e humilhação pública.

Xingamento

Após a chegada dos agentes da PF, a passageira foi retirada da aeronave. “Eles me disseram que nenhuma ocorrência seria registrada, até porque não tinha nada para ser relatado”, afirmou.

Segundo Viviane, durante a confusão dentro do avião, outros passageiros se solidarizaram, trocaram contato com ela se dispuseram a ajudar no que fosse necessário.

“Depois que saí do voo, um dos passageiros me mandou mensagem, afirmando que ouviu a comissária me xingar, se referindo a mim como ‘advogada de porta de cadeia’. Fiquei horrorizada, até porque, em nenhum momento, usei da minha profissão para tentar intimidar qualquer um dos funcionários”, garantiu.

Viviane foi acompanhada pelos agentes da PF até o portão de embarque.

“Todos os passageiros que estavam passando pelo portão ou próximo a ele, me viram sendo escoltada pela PF. Foi constrangedor”, lamentou.

Um dos presentes que havia trocado contato com Viviane questionou um comissário sobre o que havia acontecido e ele disse que “havia informações sobre a passageira que não poderiam ser divulgadas”.

Para Viviane essa resposta deu a entender que havia algo contra ela, como se ela tivesse cometido algum crime.

Agora, a advogada afirmou que vai processar a companhia aérea pela forma como foi tratada. “A equipe de solo foi totalmente solícita, mas somente para resolver a minha realocação de voo. Não tive sequer a oportunidade de registrar a reclamação”, disse Viviane.

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