Sindicato se manifesta sobre motorista de app que estuprou adolescente
Sindicato dos Motoristas por Aplicativo Autônomos do Distrito Federal repudiou abuso sexual sofrido por jovem de 17 anos durante corrida
atualizado
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O Sindicato dos Motoristas por Aplicativo Autônomos do Distrito Federal (Sindmaap-DF) se manifestou sobre a prisão do motorista Guilherme Nunes da Silva sob acusação de que teria estuprado de uma passageira de 17 anos. O caso aconteceu nesse domingo (8/2), em Ceilândia.
Veja vídeo:
“O Sindmaap-DF expressa seu mais profundo repúdio a qualquer forma de violência, especialmente a violência sexual, e reitera seu compromisso com o respeito e a segurança de toda a população. A integridade e o bem-estar de todos os cidadãos são valores inegociáveis para esta entidade”, afirmou.
A entidade reforçou a importância da apuração rigorosa dos fatos pelas autoridades competentes, de modo a garantir o devido processo legal e o respeito irrestrito ao princípio da presunção de inocência. “É fundamental que a verdade seja estabelecida de forma clara e imparcial”, ressaltou.
O sindicato também prestou solidariedade à vítima. “O Sindmaap-DF se solidariza com a jovem e sua família, que vivenciam um momento de extrema delicadeza, e também com o motorista e sua família, que aguardam a elucidação dos acontecimentos. Acreditamos que a Justiça irá prevalecer, e que a apuração dos fatos indicará as responsabilidades, caso existam”, defendeu.
Por fim, a entidade que representa a categoria dos motoristas de aplicativo ressaltou que, caso haja comprovação de conduta criminosa, as medidas legais cabíveis devem ser aplicadas com o rigor da lei.
“O sindicato acompanha com atenção os desdobramentos do caso e reforça que eventuais condutas ilícitas, uma vez comprovadas, devem ser rigorosamente punidas nos termos da legislação vigente”, ponderou.
O crime
A menina entrou no carro por volta das 8h55 desse domingo (8). Ela dividia a viagem com outras duas amigas da mesma idade.
Ele foi acionado para levar as três adolescentes a diferentes endereços, entre Ceilândia Sul e Ceilândia Norte. A viagem duraria cerca de 15 minutos, mas a vítima demorou uma hora para chegar em casa.
O crime teria ocorrido, conforme relatou a vítima, após as amigas serem deixadas em casa e ela ficar sozinha com o motorista. À coluna, a mãe da menina contou que o homem desviou a rota e disse que só a deixaria em casa após terminar o que faria.
Após o crime, a adolescente enviou mensagens à mãe, narrando que o homem a acariciava e que se sentia “um lixo”.
Nesse momento, ela teria feito um vídeo no qual é possível verificar que o homem passa a mão em suas pernas e que a saia usada por ela apresenta manchas, que, segundo a mãe da menina, possivelmente tratava-se de esperma.
Pedido de socorro
Logo após ser submetida à violência, a adolescente enviou mensagens à mãe. Ela pediu socorro e declarou que o homem havia “mexido” com ela.
“Ele falou que só ia me deixar em casa depois que terminasse o que ele tinha para fazer. Tô me sentindo um lixo; Ele me trouxe não sei pra onde, eu não consegui sair, ele me prendeu dentro do carro”, disse vítima em mensagens enviadas às 9h09.
Motorista banido
Ao se pronunciar sobre o caso, a Uber afirmou que lamenta o ocorrido e considera inaceitável qualquer tipo de assédio, violência ou má conduta sexual.
O motorista teve a conta desativada e a plataforma declarou que permanece à disposição das autoridades para colaborar com as investigações, na forma da lei.
