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Sindicato das Academias do DF: “Esse isolamento está adoecendo as pessoas”

Presidente da entidade, Thais Yeleni disse discordar da decisão judicial de que estabelecimentos locais só poderão reabrir daqui a 45 dias

atualizado 15/05/2020 15:39

A decisão da juíza Kátia Balbino de Carvalho, da 3ª Vara Federal Cívil do DF, liberando o funcionamento do comércio de acordo com uma escala estabelecida por ela pegou o segmento de academias e estúdios de ginástica “de surpresa”. Pela regra vigente, esses estabelecimentos só poderão reabrir as portas após 45 dias a contar da próxima segunda-feira (18/05). O Governo do Distrito Federal (GDF) recorre da decisão.

“Nós estamos surpresos porque somos um segmento que ajuda na saúde da população, principalmente para diminuir as internações das pessoas com coronavírus. Nosso serviço ajuda as pessoas com comorbidades, diminuindo os sintomas das comorbidades, como diabetes e hipertensão. Isso é científico”, declarou a presidente do Sindicato das Academias (Sindac-DF), Thaís Yeleni.

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De acordo com ela, o setor está fechado há cerca de dois meses, e as pessoas, isoladas em casa, sem a prática de exercícios. “O quadro de saúde delas, obviamente, se agravará se as atividades físicas não voltarem à normalidade”, aponta.

A representante do setor lembra que houve um protocolo de segurança aprovado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e entregue ao Governo do Distrito Federal (GDF) com o objetivo de sensibilizar as autoridades sobre a essencialidade do serviço oferecido. O setor já contabiliza mais de 4,4 mil demissões e uma redução de 39,2% na quantidade de clientes apenas no mês de abril.

“Temos todo esse protocolo pronto, não tem sentido algum protelar essa retomada de atividades. Somos linha de frente nesse combate. Nós podemos ajudar a população com a redução de taxas  diabetes, da hipertensão. Isso é posicionamento científico: não é um ‘achismo'”, argumenta a presidente do Sindac-DF.

Thaís Yeleni garante que a categoria tem ambiente controlado e pode se ajustar com todas as medidas necessárias para evitar novas contaminações. “Esse isolamento está adoecendo as pessoas, piorando os casos da comorbidade”, emendou.

Readequação

Para a sócia-proprietária da rede de academias World Gym, Flávia Almeida, enquanto a reabertura das unidades não é permitida, a empresa aproveitou para já se preparar internamente às normas protocolares de segurança, como o uso irrestrito de álcool em gel, a higienização e distância dos equipamentos e, ainda, cartazes de informação espalhados pela academia.

“Também seguimos rigidamente as orientações dos órgãos de educação física e de saúde, de forma a receber nossos alunos em um ambiente propício ao exercício da atividade física saudável. Nossos colaboradores estarão devidamente equipados, treinados e protegidos para receber nossos frequentadores, quando assim autorizado pela legislação e órgãos competentes”, afirmou.

 

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