Sindicato cobra responsabilização por intoxicação em hospital: "Crime"
Ao menos 10 técnicos de enfermagem passaram mal após tomarem café na copa do Pronto-Socorro do Hospital de Santa Maria, nesta terça-feira

O Sindicato dos Técnicos de Enfermagem (Sindate-DF) cobrou responsabilização da ação que resultou na suspeita de intoxicação de 10 técnicos de enfermagem, na manhã desta terça-feira (21/7), no interior do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM).
O Metrópoles apurou que a suspeita inicial é de que tenha havido intoxicação por psicotrópico e que a substância tenha sido colocada no café dos servidores. Psicotrópicos são medicamentos utilizados no tratamento de transtornos mentais como depressão ou Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH).
“Foi recolhido o café e isolada a área. Espero que a investigação seja rápida e chegue a quem praticou esse crime”, afirmou o presidente do sindicato, Newton Batista.

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Ver todasO presidente do Sindate-DF comentou que os técnicos de enfermagem contaminados apresentaram tonturas, dormências, sonolências e taquicardia.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles DF“Os funcionários começaram a passar mal de modo geral. [A situação] poderia levar a morte de alguém. Não estamos falando de uma brincadeira. [O caso] é sério, tem que ser investigado e os responsáveis punidos no rigor da lei.”
“Não tem justificativa nenhuma pra envenenar o alimento de funcionários, de paciente ou de qualquer pessoa na face da Terra. É um crime e tem que ser investigado”, finalizou o presidente do sindicato.
Entenda o caso
- Entre os 10 técnicos de enfermagem do Hospital de Santa Maria que passaram mal na manhã desta terça-feira (21/7), dois servidores foram levados para a sala vermelha, conforme apuração da coluna Na Mira.
- A Polícia Civil (PCDF), por meio da 33ª Delegacia de Polícia (Santa Maria), investiga o caso. Já o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF) informou que está apurando a ocorrência.
- “Assim que a situação foi identificada, a direção da unidade acionou imediatamente as equipes assistenciais, garantindo o atendimento aos colaboradores, o acolhimento necessário e a comunicação aos familiares”, disse ainda o Iges-DF, em nota.
- A copa onde o café ficava à disposição dos servidores foi isolada para preservação do local. Também houve a coleta de materiais para análise.
- Por fim, o Iges-DF explicou que o atendimento aos pacientes segue sendo realizado normalmente. “As escalas de trabalho foram reorganizadas para garantir a continuidade dos atendimentos sem prejuízo à população”, concluiu.
“Calafrios, náuseas e tremedeiras”
Os 10 técnicos de enfermagem que passaram mal relataram calafrios, náuseas e tremedeiras. Elas serão submetidas a exames toxicológicos.
Os funcionários relataram não saber a marca do café que ingeriram. Os servidores também comentaram que não há câmeras de monitoramento na Copa e que qualquer pessoa tem livre acesso ao local.



