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Distrito Federal

"Sinais de tortura", diz delegado sobre menino queimado com garfo

A PCDF abriu investigação de maus-tratos a um garoto de 8 anos. Inicialmente, a madrasta é apontada como a suposta responsável

Repórter de Distrito Federal14/08/2025 10:51
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Aliyah Jamous, Unsplash
Pessoa chorando - Metrópoles

O delegado responsável pela investigação de um caso de maus-tratos contra um menino de 8 anos em Ceilândia disse que considera a hipótese de que a vítima foi torturada. O garoto teria sido queimado com um garfo quente pela madrasta.

“Há sinais de tortura na criança”, alertou o delegado-chefe da 19ª Delegacia de Polícia (P Norte), Fernando Fernandes.

Segundo a denúncia, a madrasta foi responsável pelas agressões. Há a suspeita de que ela queimou o garoto com um garfo quente nas nádegas.

Escola estranhou mudança de comportamento

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) abriu investigação após receber denúncia da direção da escola pública onde o menino estuda.

Educadores estranharam mudanças no comportamento da criança e, ao descobrirem as lesões pelo corpo, especialmente nas nádegas, registraram boletim de ocorrência, nessa quarta-feira (13/8).

Medieval

Segundo Fernandes, o menino contou ter sido agredido pela madrasta. A criança foi encaminhada para exame de corpo de delito no Instituto de Medicina Legal (IML).

“É um caso muito grave. Uma criança de 8 anos submetida a castigos físicos dessa natureza, beirando o modelo medieval. Para nós, é um caso muito grave, que serve de alerta para outras famílias”, afirmou.

Medidas protetivas

O Conselho Tutelar entregou a criança para a mãe biológica. A mulher solicitou medidas protetivas pela Lei Henry Borel para evitar qualquer aproximação enquanto as investigações estiverem em andamento.

A PCDF intimou a madrasta a prestar depoimento na tarde desta quinta-feira (14/8). O pai do menino já foi ouvido. Em depoimento, alegou que passa o dia trabalhando fora de casa e não tinha percebido as lesões.

A mãe biológica contou que não via o filho desde março. Segundo a mulher, o pai impedia qualquer contato, alegando que o garoto estaria sempre doente.

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