Servidores fazem protesto e pedem reabertura de leitos de UTI do HRG. Veja vídeo
Segundo portal da SES-DF, 10 leitos de UTI do Hospital Regional do Gama foram bloqueados, no ano passado, devido a falta de profissionais.
atualizado
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Servidores da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) se reuniram em frente ao Hospital Regional do Gama (HRG), na manhã desta quarta-feira (13/5), para uma manifestação em defesa da reabertura de 10 leitos de Unidade de Terapia Intensiva da unidade hospitalar.
Segundo o Portal de Informações e Transparência da Saúde do Distrito Federal (InfoSaúde-DF), os leitos foram fechados em setembro do ano passado, com a justificativa do bloqueio constada como: incapacidade de recursos humanos transitória – o que se resume a falta de profissionais da equipe.
No entanto, a desativação dos leitos já ultrapassa 238 dias e a previsão de reabertura aparece apenas para 2027. Segundo os manifestantes, os leitos estão equipados com respiradores, monitores e aparelhos de suporte intensivo (veja nas imagens abaixo), mas permanecem inutilizados devido a falta de profissionais.
Em nota ao Metrópoles, a Secretaria de Saúde confirmou o bloqueio de 10 leitos de UTI e disse que a reabertura e manutenção de leitos “estão diretamente relacionadas à recomposição e adequação da força de trabalho necessária para garantir assistência segura e contínua aos pacientes, conforme parâmetros assistenciais estabelecidos pelos órgãos reguladores”, informou.
Além disso, a pasta afirmou que a previsão apresentada no painel é uma estimativa inserida no sistema para fins administrativos e pode ser revista conforme a evolução da recomposição das equipes e da capacidade operacional da unidade. (Veja mais abaixo)
No ato, o técnico de enfermagem Alessandro Cardoso, porta-voz da manifestação, ressaltou que o objetivo é chamar a atenção do Governo do Distrito Federal (GDF) e da SES-DF para que haja uma “resposta efetiva” da reabertura dos leitos.
“A população está padecendo. Dez leitos [fechados] é muita coisa. Queremos a reabertura já. Muitas pessoas poderão ser beneficiadas com isso [reabertura]. Não podemos mais aceitar as pessoas morrerem por falta de leito de UTI”, destacou o técnico.
O Sindicato de Enfermeiros do Distrito Federal (SindEnfermeiro-DF) também marcou presença na manifestação e cobrou a nomeação de 244 enfermeiros aprovados para o HRG.
Ao Metrópoles, um profissional de saúde do HRG, que pediu para não ser identificado, ainda relatou que, além da falta de profissionais, há uma desorganização na escala médica.
De acordo com ele, há períodos com excesso de profissionais, chegando a quatro médicos durante o dia e três à noite – quando o adequado seria dois – enquanto em outros momentos há apenas um ou até nenhum médico disponível.
“Ao invés de reorganizar a equipe e reativar os leitos já existentes, a gestão opta por direcionar recursos para a compra de vagas em hospitais particulares”, manifestou o profissional de saúde.
Em resposta ao protesto, a Secretaria de Saúde afirmo que o “Governo do Distrito Federal vem adotando uma série de medidas para fortalecimento da rede pública de saúde, entre elas a realização de contratações temporárias, nomeações de concursados, ampliação de bancos de profissionais, remanejamento estratégico de equipes e ações permanentes de recomposição do quadro assistencial nas unidades hospitalares”, afirmou.
A pasta ressaltou ainda que a direção da unidade hospitalar tem autonomia para realizar remanejamentos e direcionamentos assistenciais de forma estratégica para atender da melhor maneira possível às demandas da rede pública de saúde.








