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Servidores do HUB entram em greve e cobram reajuste salarial

Devido à greve, que durará por tempo indeterminado, cirurgias foram canceladas e atendimentos, paralisados

atualizado

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Trabalhadores do Hospital Universitário de Brasília (HUB) entram em greve e protestam na entrada da insituição, vestidos de preto e levantando cartazes - Metrópoles
1 de 1 Trabalhadores do Hospital Universitário de Brasília (HUB) entram em greve e protestam na entrada da insituição, vestidos de preto e levantando cartazes - Metrópoles - Foto: Material cedido ao Metrópoles

Os trabalhadores da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), lotados no Hospital Universitário de Brasília (HUB), entraram em greve nessa quarta-feira (21/9). A ação, decidida em assembleia em 14 de setembro, faz parte do movimento nacional que tem como objetivo exigir que a Ebserh implemente reajuste salarial corrigido pela inflação, negocie acordos coletivos atrasados e resolva impasses judiciais.

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores de Empresas Públicas e Serviços Hospitalares (Sindserh), 70% dos 55 mil empregados espalhados pelo Brasil participam do ato. Além disso, mais de 30 hospitais universitários estão em greve no momento.

No Distrito Federal, o HUB cancelou cirurgias e reduziu o atendimento nas áreas de endoscopia, hemodinâmica e neonatal. Isso significa que partos podem não ser realizados no local, entre outros procedimentos.

De acordo com o Sindserh, anestesistas, enfermeiros, alguns médicos e equipes da área da saúde do HUB aderiram à paralisação, que durará por tempo indeterminado.

Confira a manifestação em Brasília:

“O que queremos é que a empresa [Ebserh] mande as propostas de acordo coletivo que estão atrasadas. Estamos com salários congelados e reduzidos, trabalhamos com equipamentos precários e enfrentamos impasse nas negociações junto à Justiça. Vamos continuar [a greve] até que a empresa nos ouça ou responda às propostas apresentadas. Se conseguirmos, cessaremos o movimento”, disse Mariana Almeida, diretora de Comunicação do sindicato.

Na manhã desta quinta-feira (22/9), dezenas de trabalhadores se aglomeraram em frente ao Hospital Universitário de Brasília. Segundo Mariana, há previsão para outro protesto, nesta sexta-feira (23/9), em frente à sede administrativa da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, no Edifício Corporate, no Distrito Federal.

Para a diretora, a Ebserh tem demonstrado dificuldades para resolver os problemas da categoria. “O impasse das negociações se dá pela gestão da Ebserh. De acordo com eles, nada pode ser resolvido por estarmos em pandemia e num período de calamidade pública. Mas, enquanto eles não resolverem, prosseguiremos com a paralisação, determinada como legal pela Justiça”, declarou Mariana.

Veja imagens da manifestação:

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À reportagem, a Ebserh informou que, na quarta-feira (21/9), a relatora do dissídio coletivo no Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministra Delaíde Alves Miranda Arantes, determinou o percentual mínimo de manutenção de trabalhadores, sendo 50% na área administrativa e 60% na área médica e assistencial, sob pena de multa diária de R$ 50 mil.

“É importante acrescentar que, com o início das manifestações, fica ainda mais clara a vontade dos empregados, bem como da própria Ebserh, resolver, de forma rápida, o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Diante do impasse nas negociações, a Ebserh peticionou, em 10 de agosto, no TST, pedido para análise dos ACTs em curso, requerendo o julgamento imediato do dissídio coletivo, inclusive quanto aos ACTs em aberto”, declarou a empresa.

Ainda segundo a companhia, na terça-feira (20/9), o “TST sinalizou que o processo está se encaminhando para julgamento do mérito”. “Para que isso ocorra, as entidades sindicais precisam peticionar, até segunda (26/9), nos autos do dissídio coletivo, concordando com o julgamento imediato pelo TST, inclusive com relação às cláusulas sociais e econômicas do ACT”, completou a Ebserh.

Procurado, o HUB informou que “os serviços essenciais estão mantidos conforme normas estabelecidas pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), com pelo menos o percentual mínimo de trabalhadores em cada área”.

 

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