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Servidores da educação também entram em greve

Porteiros, merendeiras e secretárias pedem reajuste. Detran se soma aos grevistas e anuncia paralisação

Manoela Alcântara19/10/2015 17:39, atualizado 19/10/2015 18:39
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SAE/Reprodução
Servidores da educação também entram em greve

Os movimentos grevistas no Distrito Federal ganharam força nesta segunda-feira (19/10). Cerca de 18 mil funcionários que prestam serviço administrativo para as 654 escolas públicas do Distrito Federal se juntaram aos professores, parados desde o último dia 15, e decidiram cruzar os braços. Aproximadamente 460 mil alunos estão prejudicados.

A categoria — que já estava em estado de greve para respeitar as 72 horas de aviso ao governo exigidas pela Justiça — decidiu pela paralisação geral na manhã de hoje. Porteiros, merendeiras, secretárias e analistas da rede pública de ensino se reuniram na Praça do Buriti para realizar a votação.

Além do reajuste salarial de, em média, 15%, eles têm outras três reivindicações principais. “Queremos o aumento do auxílio-alimentação de acordo com a variação da inflação, pedimos o pagamento das indenizações de licença-prêmio a cerca de 200 pessoas e cobramos o 13º salário dos aniversariantes em dia”, afirmou o secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores em Escolas Públicas do DF (SAE), Denivaldo Alves do Nascimento.

Segundo Nascimento, o movimento não tem previsão para terminar. “Estamos com os professores. Nada vai funcionar nas escolas”, enfatizou.

O Sindicato dos Professores no DF (Sinpro) iniciou o movimento grevista em 15 de outubro, Dia do Professor. A categoria pede o pagamento do reajuste salarial concedido no governo do petista Agnelo Queiroz. A terceira parcela deveria ter sido paga em setembro deste ano, mas o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) suspendeu o aumento em função da crise econômica.

Reunião com Rollemberg
De acordo com o diretor do Sinpro, Washington Dourado, Rollemberg se reuniu com uma comissão de representantes da entidade no domingo (18). O encontro durou cerca de duas horas e terminou sem acordo. “Ele não tem um cronograma, uma proposta. Diz apenas que só pode pagar os reajustes caso a Câmara Legislativa aprove um pacote de medidas para gerar receita”, disse.

Nesta terça-feira (20), os professores voltam a se reunir na Praça do Buriti para tratar sobre o movimento. “Como não tem proposta, acredito na manutenção da greve. Vamos esperar a categoria votar”, afirmou Dourado.

Outras greves
Além dos servidores da educação, na manhã de hoje, outra categoria decidiu entrar em greve: os funcionários do Departamento de Trânsito do DF (Detran). A interrupção dos trabalhos começará na próxima terça-feira (27).

Eles se somam aos servidores da saúde, aos funcionários do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), aos agentes penitenciários e ao corpo administrativo do Instituto de Medicina Legal (IML). Todos esses órgãos estão com as atividades suspensas.