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Os servidores da Companhia Energética de Brasília (CEB) estão com os braços cruzados desde segunda-feira (3/12). A categoria reivindica reajuste salarial de 4% e rejeitou a contraproposta da empresa.

A decisão foi tomada em assembleia na sede da CEB, no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA). Apenas os chamados emergenciais estão sendo atendidos. A diretoria da estatal informou nesta terça (4) que continua negociando e que vai fazer todos os esforços para manter os serviços essenciais e minimizar os efeitos da greve à população.

Segundo o Sindicato dos Urbanitários no Distrito Federal (STIU-DF), a categoria está em campanha salarial desde 1º de novembro e, sem avanços significativos nas negociações para o novo acordo coletivo, decidiu pela paralização.

O termo da CEB ao Acordo Coletivo Trabalhista (ACT 2018/2019) previa o reajuste dos salários em R$ 337,65 de forma linear, correspondente a 100% do INPC. No entanto, a empresa negou o reajuste das demais cláusulas econômicas, como adicional de condutor e vale-alimentação. Para o STIU-DF, a direção da companhia precisa ampliar a proposta. “A categoria requer ao menos o pagamento de um abono especial temporário”, destacou o dirigente da entidade, Alaiton Faria.

“Ao longo da gestão, a atual direção da CEB teve um aumento superior a 35% na remuneração. Os eletricistas da empresa, que correm riscos diários, recebem em média R$ 1.800 por mês. O reajuste do INPC representa 4% nos salários destes trabalhadores, nada mais justo que os trabalhadores recebam um abono para recompor as perdas do último período.”

A entidade sindical destaca que cerca de 95% da categoria aderiu ao movimento grevista. A direção do STIU-DF ressaltou que a greve não tem como intuito prejudicar a população do Distrito Federal. “A paralisação tem como objetivo manter e avançar nos direitos dos trabalhadores que vêm sendo constantemente atacados com a tentativa de retroceder com o acordo coletivo da categoria”.

Uma nova proposta será apresentada à categoria em assembleia realizada nesta terça (4), às 14h30.