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O Governo do Distrito Federal nomeou 19 delegados, 10 médicos-legistas e 18 papiloscopistas para a Polícia Civil. As convocações, referentes a aprovações de 2014, foram publicadas no Diário Oficial do DF (DODF) desta quarta-feira (1º/11), dia em que a força iniciou uma paralisação por causa de insatisfação com o Executivo local.

A recomposição de quadro encerra o cumprimento do cronograma anunciado pelo governador Rodrigo Rollemberg (PSB) em maio de nomeações de servidores para a Polícia Civil. Por meio das redes sociais, o político destacou a função dos profissionais como “muito importante para melhorar a qualidade do atendimento da população de Brasília”.

Desde maio, foram nomeados 163 servidores, sendo 79 novos delegados, 34 médicos-legistas e 50 papiloscopistas.

Paralisação
Agentes da Polícia Civil cruzam os braços desde as 8h desta quarta (1º). A paralisação está prevista para terminar às 8h desta quinta (2). Durante a mobilização, a corporação só fará registros de ocorrências graves, como homicídios, estupros e latrocínios. A suspensão temporária dos servições foi decidida em assembleia realizada na tarde de terça-feira (31/10), em frente ao Palácio do Buriti, que contou com a participação de 1 mil policiais.

O movimento ocorre devido à insatisfação dos membros da força com o Governo do DF, que se recusa a conceder reajuste salarial de 37%, o que devolveria à corporação a histórica paridade com a Polícia Federal (PF). “Sempre recebemos igual à PF. Temos o mesmo regime jurídico, regido pela Lei Federal nº 4878, de 1965. Queremos manter essa isonomia, mas está sendo dificultada pelo governo local”, diz o presidente do Sindicato dos Policiais Civis do DF (Sinpol-DF), Rodrigo Franco.

Os manifestantes também cobram a contratação de 4 mil policiais para corrigir o déficit de mão de obra. “Há dinheiro, há recursos, só não há vontade política”, acusa Franco.

Corte de ponto
A Secretaria da Casa Civil, Relações Institucionais e Sociais do GDF informou que tem negociado com os policiais civis desde 2015 e ofereceu mais de quatro propostas para atender às reivindicações da categoria, todas recusadas.

A pasta disse que não é possível arcar com os reajustes sem uma nova fonte contínua de receitas e ameaçou cortar o ponto dos policiais que faltarem ao serviço. “Será aplicada a Lei Geral de Greve, conforme decisão do Supremo Tribunal Federal, com regras que preveem corte de ponto e de vantagens nos dias de ausência dos servidores que participarem de paralisações”. (Com informações da Agência Brasília)

 

 

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