Professores fazem nova assembleia nesta terça (4/4)

Proposta de pagamento de pecúnias, apresentada pelo GDF, deverá ser levada para novo encontro dos docentes

atualizado

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negociação professores GDF Sinpro Buriti greve
1 de 1 negociação professores GDF Sinpro Buriti greve - Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

O secretário de Educação do Distrito Federal, Júlio Gregório, confirmou nesta segunda-feira (3/4) aos professores da rede pública que a pasta contará com até R$ 100 milhões para atender reivindicações da categoria, que está em greve-geral há 20 dias. O dinheiro, porém, segundo o GDF, não será apenas para os educadores, mas servirá para as demais categorias.

A quantia deverá ser aplicada em pagamentos de pecúnias, como licenças-prêmio, mas não inclui aumento de auxílio-alimentação ou saúde, conforme reivindicação da categoria. Professores e a cúpula do governo tiveram nesta segunda-feira (3/4) mais uma rodada de negociação. Ao final, o Executivo divulgou uma nota em que resume a proposta feita aos educadores.

“O Governo de Brasília apresentou nesta segunda-feira (3) proposta aos representantes sindicais e aos professores a ser levada para assembleia da categoria a ser realizada amanhã (4/3). A proposta inclui o pagamento de pecúnias na ordem de até R$ 100 milhões até o final do corrente ano, de acordo com a disponibilidade de caixa do Tesouro. O governo espera que a parcela de professores que ainda permanece em greve retorne imediatamente às salas de aula”, diz o documento.

Em greve desde 15/3, os professores pleiteiam ainda reajuste salarial de 18%, melhores condições de trabalho e, principalmente, o pagamento da última parcela do aumento aprovado em 2013. O GDF, no entanto, já descartou a possibilidade de reajustar vencimentos e quitar a dívida do aumento concedido pela gestão anterior.

Enquanto não chegam a um consenso, os professores mantêm a greve considerada ilegal na semana passada. A Justiça também determinou o imediato retorno dos docentes à sala de aula e fixou em R$ 100 mil a multa diária por descumprimento. O GDF, por sua vez, determinou o corte de ponto dos professores efetivos e temporários que não voltarem ao trabalho: o Sinpro tentou, mas ainda não conseguiu reverter essa decisão do governo durante as rodadas de negociações no Palácio do Buriti.

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Rosilene Correa, do Sinpro-DF, após reunião no Buriti
Suprema corte autorizou pagamento de reajuste a professores
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Novas esperanças
A reunião desta segunda-feira trouxe um pouco de esperança para o conjunto dos servidores públicos. A exemplo do que acontece com a educação, com a perspectiva de haver recursos para atender parte das reivindicações, o secretário-chefe da Casa Civil, Sérgio Sampaio, teria informado aos integrantes do Sinpro que o GDF já contaria com recursos para voltar a negociar com outras categorias.

Além dos professores, policiais civis e agentes do Detran estão entre os vários segmentos que reivindicam aumentos salariais e de benefícios, além do pagamento da última parcela do reajuste aprovado em 2013 (e que é devido a 32 categorias no total).

Segundo a diretora do Sinpro-DF, Rosilene Correa, a informação dada ao sindicato é de que “o governo já separa os recursos para negociar com todos os servidores.” O que foi visto pelo Sinpro como sinal de boa vontade do governo.

É um sinal de que vale a pena brigar pelo que queremos e permanecer na greve

Rosilene Correa, diretora do Sinpro-DF

Depois da reunião, o Executivo negou que haja proposta de reajuste salarial para o funcionalismo, devido à crise. Uma nova rodada de negociações entre o Sinpro e o GDF deve acontecer na tarde desta terça: será a terceira desde a semana passada.

 

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