DF: metroviários fazem assembleia com indicativo de greve domingo (14)

Categoria alega que cláusulas do acordo coletivo de trabalho estão sendo descumpridas e fazem encontro na Praça do Relógio

atualizado 11/04/2019 16:27

Os trabalhadores do Metrô têm assembleia-geral com indicativo de greve marcada para o próximo domingo (14/4). Caso a paralisação seja aprovada, 160 mil pessoas que utilizam o sistema diariamente podem ser prejudicadas.

A assembleia será realizada na Praça do Relógio, em Taguatinga, a partir das 20h30. O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Metroviários do Distrito Federal (Sindmetrô-DF) pretende discutir e deliberar, entre outros temas, o “descumprimento de cláusulas do acordo coletivo de trabalho, de decisões, acordos judiciais, além de sentenças normativas em relação à categoria”.

A diretora de Comunicação do Sindmetrô, Renata Campos, diz que os servidores estão há cinco anos sem reposição salarial e não recebem nada. Nem o que já foi garantido pela Justiça. “Vamos dar um basta ao descaso do Metrô-DF com os trabalhadores e a população. No último indicativo de greve, não aderimos ao movimento, fizemos um acordo com mediação do TRT [Tribunal Regional do Trabalho) e eles não cumpriram o combinado”, revela.

“Da forma como está, não dá para ficar. Eles sempre sacrificam a todos pelos mesmos motivos. Mudam-se os personagens, mas a história se repete”, acrescenta. Se aprovada a greve, será a primeira paralisação a ser enfrentada pelo governo Ibaneis Rocha (MDB), que acaba de completar 100 dias.

A Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF) informou ao Metrópoles que está ciente da assembleia e aguarda o resultado.

Veja a convocação do Sindmetrô:

Na assembleia eles devem deliberar sobre “a suspensão coletiva e pacífica de atividades laborais e organizar uma operação de emergência em negociação com a empresa”. No ano passado, os metroviários ameaçaram entrar em greve, mas recuaram.

A decisão foi tomada após reunião realizada no dia 21 de setembro no Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10) entre representantes da Companhia do Metropolitano do Distrito Federal e o Sindicato dos Metroviários. Na ocasião, eles chegaram a um acordo sobre as reivindicações da categoria. O entendimento foi crucial para evitar a paralisação do serviço.

O acordo foi selado após determinação do TRT-10, constante de ata, para que a recomposição salarial de 8,4106% fosse incorporada aos salários dos metroviários já no mês de setembro. O percentual é referente ao INPC do período, compreendendo abril de 2014 a março de 2015, previsto no Acordo Coletivo de Trabalho de 2015 e confirmado em sentença normativa do tribunal.

Longa paralisação
No fim de 2017, a categoria cruzou os braços. Os trabalhadores ficaram 40 dias parados e depois voltaram às atividades, após julgamento do dissídio coletivo. Os servidores reivindicavam, na ocasião, recomposição salarial de 8,4% e a contratação de 330 concursados.

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