Servidor federal é preso por armazenar conteúdo pornográfico infantil
Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) encontrou mais de 500 arquivos de pornografia infantil na casa do investigado, no Jardim Botânico
atualizado
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Um servidor público do governo federal, de 49 anos, foi preso em flagrante nesta quinta-feira (24/7), pelo armazenamento de centenas de arquivos com conteúdo pornográfico infantil.
Ele foi preso pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), durante o cumprimento de um mandado judicial de busca e apreensão na casa dele, no Jardim Botânico. A corporação não divulgou a identidade do investigado.
O Metrópoles apurou que o servidor trabalha desde 2023 no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), no cargo de especialista em políticas públicas e gestão governamental.
Veja imagens da operação:
Peritos do Instituto de Criminalística da PCDF encontraram o material enquanto acompanhavam a operação. Em apenas um dos dispositivos apreendidos, havia cerca de 500 fotos e vídeos de abuso sexual infantil.
O número é ainda maior do que o previsto inicialmente pela investigação, que havia identificado mais de 300 mídias suspeitas.
Conduzida pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), a investigação revelou que o servidor usava serviços de armazenamento em nuvem para guardar os arquivos e acessava o conteúdo por meio de dois e-mails: um pessoal e outro funcional, vinculado ao local onde trabalha.
Durante as buscas, além dos arquivos digitais, os agentes encontraram brinquedos infantis e fotografias suspeitas na casa do investigado.
Ele acabou preso e autuado em flagrante pelo crime de armazenamento de pornografia infantil. A pena pode chegar a quatro anos de prisão. Agora, a Polícia Civil investiga se ele também produzia parte do conteúdo encontrado nos dispositivos.
Por meio de nota, o Mapa informou que, ao saber da operação da PCDF, “acionou imediatamente as unidades internas competentes para dar início às apurações cabíveis”.
“Nesse contexto, a corregedoria do ministério atuará em interlocução com as autoridades envolvidas, solicitando informações e dados necessários para subsidiar os desdobramentos disciplinares”, concluiu.






