Líder de invasão a prédios públicos preso por vandalismo era procurado por homicídio. Veja vídeo
Integrante da Frente Nacional de Luta cometeu assassinato em Luziânia (GO). Grupo que invadiu edifícios da Terracap, da Codhab e do Dnit nesta terça (8/3) pede recursos para a construção de moradias populares
atualizado
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Um dos líderes das invasões orquestradas pela Frente Nacional de Luta (FNL) a prédios públicos na manhã desta terça-feira (8/3), Antônio Cícero Martins, 50 anos, que foi preso por dano ao patrimônio público, tinha um mandado de prisão em aberto por homicídio. A polícia constatou que ele tinha uma pena a cumprir de 18 anos, 10 meses e 3 dias por um assassinato em Luziânia (GO).
Antônio foi detido ao quebrar a porta de vidro do edifício da Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap). Também na manhã, o grupo de sem-teto invadiu a Companhia de Desenvolvimento Habitacional do DF (Codhab) e a sede do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), além de organizar protestos em frente ao Palácio do Buriti. Houve tentativa de invasão ao monumento e ao Ministério dos Transportes, mas a Polícia Militar conteve a ação.Na Terracap, houve confronto, mas a PM conseguiu desocupar o prédio. Manifestantes destruíram vidraças, portas e atearam fogo em objetos. Até o meio-dia, a Codhab e o Dnit continuavam ocupados, mas de forma pacífica. Policiais faziam a segurança do local do lado de fora. Ainda segundo a corporação, cerca de 600 manifestantes estavam distribuídos entre os pontos de protesto. O movimento estima que sejam mil pessoas.
Veja no vídeo abaixo o momento em que Antônio Cícero quebra a porta de vidro da Terracap com uma tampa de bueiro.
https://youtu.be/xe_usa7nVUk
Furtos
Além da detenção de Antônio Cícero Martins, houve outra prisão, no Dnit, de um rapaz que fez furtos no edifício. A PM estranhou a mochila do homem, que estava muito cheia, fez uma abordagem e encontrou vários objetos retirados do órgão (foto). A identidade do ativista não foi divulgada.
Reivindicações
O grupo pede recursos para a construção de residências populares do Minha Casa, Minha Vida e a destinação de terras rurais para o assentamento das cerca de 5 mil famílias acampadas no DF. De acordo com integrantes do movimento, o plano é permanecer nos locais até que representantes do governo se reúnam com o grupo. Eles devem seguir para a sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) após os atos.
É a quarta vez que o movimento protesta na capital este ano. Em fevereiro, o grupo ocupou o prédio do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), o Ministério das Cidades, o Ministério de Desenvolvimento Agrário e a sede da Terracap. Na última quinta (3), eles protestaram no Ministério das Cidades.
