Sem área de recuo, acidentes se multiplicam em movimentada via do Guará. Veja vídeo
Falta de recuo em frente a condomínios no Guará 2 obriga veículos a pararem na via ou invadirem calçadas para atendimento
atualizado
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Um carro, van escolar ou ônibus reduz a velocidade para embarcar ou desembarcar passageiros. Outro veículo vem atrás e não consegue frear, causando acidente. A cena se repete praticamente todas as semanas na Avenida Contorno, a mais movimentada do Guará 2, mais precisamente perto de grandes condomínios que, juntos, somam mais de 5 mil moradores.
A questão poderia ser resolvida com a construção de simples recuos em frente aos condomínios Sports Club e Duetto, mas apesar da mobilização dos moradores, esbarra na burocracia do Poder Público.
Como mostram imagens obtidas pelo Metrópoles, os acidentes de trânsito são apenas um dos perigos enfrentados por motoristas e residentes desses espaços.
Somente ao longo dos últimos meses, ambulâncias tiveram dificuldade de socorrer moradores nas unidades, viaturas policiais precisaram subir na calçada durante operações contra o crime e entregadores de aplicativo em motocicletas escaparam por pouco de não serem atingidos por motoristas desatentos.
Veja algumas imagens:
Seduh indefere pedidos
De acordo com representates dos condomínios que estão à frente da situação, o problema é antigo e a tentativa de resolvê-lo também. Desde 2019, uma comissão de moradores do Sports Club tenta obter autorização da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação do Distrito Federal (SEDUH) para construir um recuo de acesso em frente ao prédio.
As propostas chegaram a passar pelos trâmites técnicos, apresentação de plantas e foram autorizadas em assembleia condominial. O próprio condomínio se comprometeu a arcar com os custos da obra. Ainda assim, os pedidos acabaram indeferidos pela pasta do GDF.
Uma das negativas ocorreu porque a intervenção teria sido “interpretada como criação de uma nova via de acesso”.
Realidade de quem é impactado
Nem a parada de ônibus tem recuo mínimo para os coletivos que circulam pela Avenida Contorno. Dois episódios registrados em vídeo devido à velocidade da via mostram carros que possivelmente não repararam no veículo que aguardava a descida e subida de passageiros e acabaram batendo na traseira dos ônibus. Assista abaixo:
Os moradores afirmam que a criação de um recuo ajudaria a reduzir riscos e evitaria paradas improvisadas em uma pista de tráfego rápido.
Novos processos
Após a negativa, o condomínio pediu que novos caminhos fossem avaliados. A própria Seduh orientou os moradores a ingressarem com um novo processo em razão de mudanças na legislação urbanística.
O novo processo está sendo elaborado e será enviado aos responsáveis. Dentro do condomínio, uma reunião foi realizada na semana passada para tratar do tema.
No próximo documento, os condôminos pretender incluir um pedido de faixa de pedestres que conecte um conglomerado de “escolinhas” de esportes e idiomas a um ponto de ônibus, ao lado oposto da rua. Tal demanda foi solicitada por meio de ouvidorias, mas sem retornos ou resoluções.
Para a servidora pública Catarina Franco, 40 anos, moradora da região, o acidente que mais a marcou envolveu um motociclista que foi atropelado e permaneceu muito tempo desacordado à espera por socorro. “Com essa falta de espaço, por não ter faixa de pedestre, nos deparamos com muitos atropelamentos. Da janela de casa, ficamos com medo pela vida de quem está passando na rua”, comenta.
A Seduh foi acionada pela reportagem para saber as razões das negativas para uma obra que trará benefícios ao local e sequer vai envolver recursos públicos, mas não houve resposta até a última atualização desta reportagem. O espaço permanece aberto para eventuais posicionamentos.












