Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Distrito Federal

Sem andar após ataque de cães, mulher cita "trauma para resto da vida"

Ana Lúcia Faria Freire, 35, estava a caminho do trabalho quando foi surpreendida por 2 cachorros American Bullies soltos na rua sem coleira

10/11/2021 12:51, atualizado 10/11/2021 14:39
Reprodução
ataque feroz de cachorros deixa mulher com pernas dilaceradas

A técnica de informática que teve pernas e braços dilacerados por dois cachorros da raça American Bully, em Alexânia (GO), não está conseguindo andar. Caso ocorreu no sábado (6/11), no munícipio goiano no Entorno do Distrito Federal, quando a mulher estava a caminho do trabalho. Ana Lúcia Faria Freire, 35, ficará com várias cicatrizes pelo corpo e precisará tomar remédios para dores por mais de um mês.

Ana recebeu alta do Hospital Municipal de Alexânia e vai se recuperar em casa, mas deve continuar voltando à unidade de saúde diariamente para receber medicação intravenosa. O objetivo é acabar com a dor excessiva. O deslocamento até o local é algo que preocupa a técnica, já que, atualmente, ela não consegue andar.

Sem andar após ataque de cães, mulher cita “trauma para resto da vida” - destaque galeria
18 imagens
Vítima sofreu diversas mordidas na perna
Ferimentos próximos ao joelho
Ana Lucia segue internada
Técnica em informática estava a caminho do trabalho quando foi atacada
Cão é da raça American Bully
Sem andar após ataque de cães, mulher cita “trauma para resto da vida” - imagem 1
1 de 18

Vítima sofreu diversas mordidas na perna
2 de 18

Vítima sofreu diversas mordidas na perna

Material obtido pelo Metrópoles
Ferimentos próximos ao joelho
3 de 18

Ferimentos próximos ao joelho

Material obtido pelo Metrópoles
Ana Lucia segue internada
4 de 18

Ana Lucia segue internada

Material obtido pelo Metrópoles
Técnica em informática estava a caminho do trabalho quando foi atacada
5 de 18

Técnica em informática estava a caminho do trabalho quando foi atacada

Material obtido pelo Metrópoles
Cão é da raça American Bully
6 de 18

Cão é da raça American Bully

Material obtido pelo Metrópoles
Sem andar após ataque de cães, mulher cita “trauma para resto da vida” - imagem 7
7 de 18

Reprodução
Sem andar após ataque de cães, mulher cita “trauma para resto da vida” - imagem 8
8 de 18

Reprodução
Sem andar após ataque de cães, mulher cita “trauma para resto da vida” - imagem 9
9 de 18

Reprodução
Sem andar após ataque de cães, mulher cita “trauma para resto da vida” - imagem 10
10 de 18

Reprodução
Sem andar após ataque de cães, mulher cita “trauma para resto da vida” - imagem 11
11 de 18

Reprodução
Sem andar após ataque de cães, mulher cita “trauma para resto da vida” - imagem 12
12 de 18

Reprodução
Sem andar após ataque de cães, mulher cita “trauma para resto da vida” - imagem 13
13 de 18

Reprodução
Sem andar após ataque de cães, mulher cita “trauma para resto da vida” - imagem 14
14 de 18

Reprodução
Sem andar após ataque de cães, mulher cita “trauma para resto da vida” - imagem 15
15 de 18

Reprodução
Sem andar após ataque de cães, mulher cita “trauma para resto da vida” - imagem 16
16 de 18

Reprodução
Sem andar após ataque de cães, mulher cita “trauma para resto da vida” - imagem 17
17 de 18

Reprodução
Sem andar após ataque de cães, mulher cita “trauma para resto da vida” - imagem 18
18 de 18

Reprodução
“Eu não consigo apoiar os pés no chão, por causa das feridas, e também não posso calçar sapatos. Tive liberação do hospital, mas como tenho que voltar todo dia, está muito complicado. Não consigo fazer mais nada sozinha. É um desconforto para me locomover para todos os lugares. Agora, é um dia após o outro”, pontua Ana Lúcia.

Receba no seu email as notícias de Metrópoles DF

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

A mulher contou ao Metrópoles que ainda não pôde levar pontos nas feridas e aguarda uma segunda avaliação dos médicos para retirar os curativos e fechar os machucados. “É preciso primeiro tratar as infecções e só depois vou levar os pontos. Mas, a certeza que temos é que terei muitas cicatrizes desse ocorrido”, lamenta.

Trauma

Ana estava a caminho do trabalho quando foi surpreendida pelos cães, de apenas 9 meses, soltos na rua sem coleira e sem focinheira. Ao se aproximar da mulher, os animais primeiro a cheiram e, em seguida, iniciaram o ataque. As sessões de mordidas duraram cerca de 2 minutos, mas foram suficientes para deixar a vítima bastante ferida. Câmeras de Segurança flagraram o momento de terror.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles DF

Para Ana Lúcia, a cena traumática não sai da cabeça. Ela afirma nunca ter visto os cachorros pela rua, mas, agora, tem medo que aconteça de novo. “Foi muito rápido e eu não consegui ter noção de que os cachorros iam me morder, minha reação foi ficar quieta, mas estava com medo por saber que era uma raça agressiva. Nem o dono conseguiu conter os cães. É um trauma para o resto da vida”, relembra.

O ataque só parou quando um vizinho abriu o portão para que Ana Lúcia entrasse dentro da casa e se escondesse. Até lá, os cachorros não paravam de morder a mulher, que gritava por socorro.

O caso foi registrado na Polícia Civil de Goiás (PCGO). Ao Metrópoles, a delegada Silzane Bicalho informou que o dono do cães já foi ouvido. “Disse que era manso e foi um acidente. Ele responderá por lesão corporal culposa e omissão na guarda de animal feroz”, disse a investigadora. Para Ana Lúcia, o tutor garantiu que vai prestar todas as assistências.