Vídeo: policial se irrita com barulho e ameaça jogar granada em vizinho

Vizinho afirmou que estava gravando um clipe de funk no momento em que o policial chegou e pediu para desligar a música

atualizado 17/06/2020 16:12

Um policial civil do Distrito Federal, que não teve o nome revelado, protagonizou uma briga entre vizinhos na manhã dessa terça-feira (16/06), em Vicente Pires. Armado, ele pediu para que um morador retirasse os carros da rua e encerrasse uma suposta festa que estaria ocorrendo no local, causando muito barulho. A confusão foi gravada e, em meio ao bate-boca, o agente ameaçou jogar uma granada na casa vizinha.

O caso foi registrado pelo próprio policial na 38ª Delegacia de Polícia (Vicente Pires) como perturbação do sossego e do trabalho, uma vez que a mulher do agente está em home office. Segundo ele, um jovem de aproximadamente 20 anos reside sozinho no local desde o começo do ano e, de lá para cá, vem realizando festas com som alto, o que tem causado transtornos ao condomínio.

Veja o vídeo: 

 

O servidor detalhou à polícia que as reclamações são constantes por parte da vizinhança. De acordo com o policial, nessa terça, havia ao menos 20 pessoas na casa, todas sem máscara. Ainda conforme contou, havia grande quantidade de carros na rua.

No vídeo gravado pelo morador, é possível ver o policial bastante alterado e gritando com todos. Ele segura uma arma e chega a dizer que vai jogar um explosivo no local.

O morador, que também não foi identificado, justifica que se trata da gravação de um clipe musical. Defende que está trabalhando e não fazendo festa. Contra o jovem há, ao menos, duas ocorrências registradas por perturbação. O condomínio também coleciona cerca de 30 denúncias pelo mesmo motivo.

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Procurada pelo Metrópoles, a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) confirmou, por meio de nota, que a ocorrência foi registrada na 38ª DP. “O apuratório criminal a respeito da conduta do policial será processado em todos os âmbitos, ou seja, tanto na esfera judicial como na extrajudicial (Corregedoria)”, diz o texto.

A corporação ressaltou que o servidor não responde a nenhum procedimento na Corregedoria. A reportagem apurou que o policial trabalha na linha de frente da PCDF e costuma atuar em operações. Ele voltava de uma ação policial que ocorreu durante a madrugada quando se deparou com a aglomeração em frente à sua casa.

“A PCDF preza pela transparência, de modo que, assim que houver uma conclusão em quaisquer esferas, ela será, oportunamente, comunicada a todos da imprensa. A PCDF possui compromisso com a sociedade e pauta pela ética, probidade e respeito ao Estado de direito”, completou.​​

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