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Importantes para as investigações que podem levar à captura do assassino de Arlon Fernando da Silva, as imagens mostram os momentos finais antes de ele perder a consciência, e também revelam o quanto a vida pode ser frágil e como os cidadãos de Brasília estão expostos à violência. Doutorando em física pela Universidade de Brasília (UnB), Arlon morreu aos 29 anos, vítima de latrocínio. O Metrópoles teve acesso ao vídeo, o qual pode ajudar os policiais a elucidar o assassinato.

Os equipamentos de vigilância instalados no perímetro da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) flagraram o momento em que Arlon cambaleia até cair no canteiro central entre as pistas S1 e N1, em frente à sede do Poder Legislativo e a poucos metros do Palácio do Buriti, onde despacha o governador. O local também é vizinho ao Tribunal de Justiça do Distrito Federal. O jovem foi atacado na noite de quinta-feira (7/12) por um assaltante armado com faca, quem lhe roubou a bicicleta.

Depois de cair, o rapaz ainda rastejou por quase 30 metros, tentando buscar socorro. Mas, à noite, em um lugar pouquíssimo iluminado, muitos motoristas não o viram – e quem porventura o enxergou não entendeu a cena ou teve medo de parar.

A partir de uma ligação ao 190, policiais militares foram acionados e chegaram até o local, prestando socorro à vítima. Arlon foi levado para o Hospital de Base ainda com vida. Mas não resistiu aos ferimentos. Ele foi atingido com, pelo menos, quatro facadas perto da região das axilas. Uma delas causou perfuração profunda. Um trecho da pista marginal ao episódio do crime ficou todo manchado de sangue.

 

Investigação
O vídeo com as cenas finais da vida de Arlon foi entregue pela CLDF à 5ª Delegacia de Polícia (área central), responsável pelo caso. O crime mobiliza boa parte dos investigadores da 5ª DP. A bicicleta que a vítima pedalava foi levada após a ação criminosa.

O modelo mountain bike GT Avalanche Elite, usado pelo estudante, custa de R$ 1 mil a R$ 4 mil. Morador do Sudoeste, o estudante da UnB tinha o hábito de ir e de voltar pedalando, entre sua casa e a universidade.

Os policiais civis acionaram a administração de uma série de prédio públicos e privados que podem ter registrado imagens do criminoso por meio dos circuitos de câmeras.

Já a Polícia Legislativa da Câmara orienta aos cidadãos que procurem a 5ª DP se tiverem testemunhado qualquer movimento suspeito nas imediações do crime.

No Instituto de Física da UnB, onde Arlon fazia doutorado, o clima é de comoção. Amigos, professores e colegas da vítima estão muito abalados. O jovem veio de Rio Branco do Sul (PR) para estudar em Brasília. Fez mestrado em física e era doutorando na universidade, na mesma área. Nesta sexta-feira (8), o clima era de comoção no campus.

 

 

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arlon fernando da silvaALUNO DA UNB ASSASSINADO
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