Suspeitos de tentar matar PM conhecido por “Véi da 12” são presos

Um dos detidos era investigado por integrar o PCC. Dupla era monitorada por roubos de carro em Ceilândia

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atualizado 20/02/2020 19:18

Dois jovens, de 18 e 20 anos, foram presos acusados de participar da tentativa de latrocínio ao sargento reformado da Polícia Militar José Carlos Bonina, conhecido como “Véi da 12“. O policial chegou a ser baleado na ação criminosa, ocorrida em dezembro do ano passado.

A prisão é de autoria da 19ª Delegacia de Polícia (P Norte). De acordo com os investigadores, a dupla é suspeita de envolvimento com roubos de veículos em Ceilândia e já era alvo de apuração aberta pela 15ª DP (Ceilândia Centro).

Há suspeita de que um dos presos tenha ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). O crime é tratado como tentativa de latrocínio (roubo seguido de morte).

Os presos eram monitorados desde 7 de fevereiro, data em que cometeram um roubo de carro na cidade. A dupla responderá também por porte de arma qualificado.

O crime

O caso de tentativa de latrocínio contra o “Véi da 12” ocorreu próximo ao Sesc da Cidade. O militar estava parado dentro do carro. Dois suspeitos armados anunciaram o assalto e o policial reformado reagiu.

Houve troca de tiros e o sargento acabou baleado na clavícula. Os suspeitos fugiram do local e ainda não foram localizados. O militar da reserva foi levado para o Hospital Regional de Ceilândia (HRC) onde passou por procedimento cirúrgico e se recuperou.

Câmeras de segurança de um prédio próximo ao local registraram o momento do crime.

Imagens mostram quando Bonina está dentro do veículo e dois homens se aproximam. Um deles saca uma arma que estava na cintura. Em seguida, o militar reage e abre fogo pelo para-brisas do veículo. Diante da troca de tiros, os ladrões se separam e correm para lados opostos. Um deles aparenta ter sido baleado.

Mesmo atingido, o militar desce do carro e caminha antes de se sentar encostado em um muro.

Operação Hórus

Em 29 de maio de 2019, Bonina foi alvo de busca e apreensão durante a Operação Hórus. Policiais civis e promotores do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) foram até a casa do militar para cumprir o mandado expedido pela Auditoria Militar do Distrito Federal. Os investigadores apuravam o envolvimento de PMs em grilagem de terras no Setor Habitacional Sol Nascente.

“Hoje é o dia mais triste da minha vida. Estava no curso e recebi a ligação da minha filha. Ela me disse que a Polícia Civil e a PM estavam na minha residência. Sei que isso é politicagem. Eu não sou envolvido com grilagem ou corrupção. A única coisa que faço lá é a entrega de frutas e verduras para a comunidade”, disse o militar, em um vídeo divulgado nas redes sociais no dia da operação. “Sou um homem de fé, mas, nessa hora, meu camarada, tem que chorar. É uma perseguição que eu já estava ciente”, ressaltou na época.

Nas últimas eleições, ele se candidatou pelo Partido da Mobilização Nacional (PMN) a deputado distrital, mas não foi eleito.

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