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A Vara de Execuções Penais do Distrito Federal (VEP-DF) afirmou, nesta quarta-feira (9/8), que o surto de doenças de pele que infectou 2,6 mil detentos do sistema carcerário foi controlado. Segundo a VEP, as informações são das secretarias de Saúde e da Segurança Pública e da Paz Social (SSP).

Ainda de acordo com a VEP, a Subsecretaria do Sistema Penitenciário (Sesipe), ligada à SSP, está fazendo uma reavaliação do estado de saúde dos presos medicados para verificar a eficácia do tratamento e apurar se há novos casos. A previsão é que os dados sejam atualizados na sexta-feira (11).

O último balanço divulgado pela SSP, em 28 de julho, apontava que 2.601 foram diagnosticados com alguma destas infecções de pele: escabiose (sarna), tinea, ptiríase, furunculose e impetigo.

Segundo a VEP, os detentos receberam tratamento de acordo com a enfermidade apresentada. Foi distribuído xampu para pediculose (eficiente também para o tratamento de escabiose), houve uso de comprimidos orais e pomadas para uso tópico, além da permissão para que os visitantes levassem sabonetes à base de enxofre, que possui propriedades anti-inflamatórias e antibacterianas, para os internos.

Penitenciária Feminina
Todas prisões do DF tiveram casos de infecção: a Penitenciária Feminina, o Centro de Progressão Penitenciária (CPP), e as unidades do Complexo Penitenciário da Papuda.

O surto de doenças infecciosas no sistema prisional do DF foi revelado pelo Metrópoles em 13 de julho. Na ocasião, 10 esposas de detentos da Papuda relatavam ter lesões nos braços e nas pernas. Depois de pedidos da Justiça e do Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT), a SSP iniciou o tratamento. Ao menos cinco servidores foram contaminados. (Com informações do TJDFT)

 

 

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