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Duas das três maiores regiões administrativas de Brasília apresentaram redução nas ocorrências de roubos a pedestres nos primeiros sete meses de 2015. A queda mais acentuada foi observada no Plano Piloto, com 697 assaltos a menos em comparação ao mesmo período de 2014. De janeiro a julho, os crimes dessa natureza perto da região central da cidade despencaram para 1.486, uma diminuição de 31,9% frente ao ano passado, quando ocorreram 2.183 delitos.

O balanço da Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social também confirma queda de 10% na quantidade de roubos a moradores e trabalhadores que transitam por Taguatinga. No período comparado, houve 2.126 assaltos na região, contra 2.367 em 2014, saldo de 241 pessoas poupadas da criminalidade.

Ceilândia
As estatísticas apontam Ceilândia como a única das três regiões administrativas consideradas no estudo a apresentar alta desse tipo de crime: 11%. Foram 3.687 roubos a pedestres em 2015 e 3.308 nos mesmos meses de 2014. No entanto, um detalhe chama a atenção: julho foi o primeiro mês deste ano a registrar queda da criminalidade em Ceilândia — passou de 543 em 2014 para 417 em 2015, uma redução de 23%.

De acordo com o secretário Arthur Trindade, os números refletem as primeiras ações do Viva Brasília — Nosso Pacto pela Vida. “Dentro do programa Viva Brasília, estamos coordenando medidas além do policiamento ostensivo para tornar as regiões mais seguras e melhorar a qualidade de vida dos moradores”, esclarece Trindade.

Outras ações
A comandante do 1º Batalhão da Polícia Militar da Asa Sul, tenente-coronel Sheila Soares Sampaio, enumera as ações que contribuíram para a melhoria da sensação de segurança na região. “Reforçamos o policiamento nos principais pontos de passagem de pessoas que seguem de casa para o trabalho ou para a escola; e, nas áreas residenciais, intensificamos o patrulhamento com motocicletas à noite.”

Já o comandante do 2º Batalhão da PM de Taguatinga, tenente-coronel Edgar Rojas, credita a redução das estatísticas a ações policiais pautadas por estudos de manchas criminais (locais e horários onde mais ocorrem delitos) e à política de orientar o cidadão a prevenir furtos e assaltos. “Temos instruído os conselhos de moradores e as associações de comerciantes sobre como proceder em casos de assaltos e quais medidas ajudam a evitar roubos”, destaca.

O secretário da Segurança Pública acrescenta: “A população também precisa nos ajudar nesse processo, registrando as ocorrências para fazermos as manchas criminais e, por exemplo, bloqueando o aparelho celular para que ele não tenha valor de revenda.”

 

 

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