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O comando da Polícia Militar contestou, na noite desse sábado (2/9), as acusações de maus-tratos feitas pelos 25 militares formados no VIII Curso de Rondas Ostensivas Táticas Móveis da PMDF (Rotam) detidos durante 16 horas. A corporação afirmou que o grupo recebeu auxílio alimentação, teve acesso às instalações da Corregedoria-Geral — onde há uma sala com TV a cabo — e permaneceu em um ônibus equipado com ar-condicionado.

Entre às 8h de sexta-feira (1º) e à 0h15 desse sábado (2), os militares permaneceram detidos até uma decisão do alto comando da PM liberá-los. Os policiais foram punidos após entoarem um “grito de guerra” considerado ofensivo pela corporação, quando se encerrou a cerimônia de formatura da turma, na última quarta-feira (30). Além disso, os formandos se tornaram alvo de Inquérito Policial Militar (IPM) que apura a conduta da tropa por não ter cantado o hino da PM na solenidade, conforme estabelece o estatuto da força de segurança.

“Todos eles receberam suporte logístico durante o tempo em que permaneceram na Corregedoria. Eles tiveram livre trânsito às instalações, incluindo uma sala com TV a cabo, alojamento com camas, banheiros, água potável, assim como tiveram a sua disposição um ônibus com ar-condicionado. Além disso, todos possuem aparelhos celulares para se comunicar com jornalistas, advogados, outros policiais, familiares, delivery de comida, etc. Desta forma, ninguém passou qualquer tipo de privação ou necessidade”, ressaltou o comando da PM, por meio de nota.

Calor no ônibus
A advogada Raquel Costa Ribeiro, que defende 20 dos policiais presos, rebateu as informações das PM. Segundo ela, os militares não tiveram qualquer tipo de assistência por parte da corporação. “As informações prestadas pela PMDF não condizem com a verdade dos fatos. As próprias imagens comprovam isso”, afirmou.

O Metrópoles teve acesso exclusivo a um vídeo feito pelos policiais quando estavam dentro do ônibus estacionado na porta da Corregedoria. Segundo um deles, o calor era insuportável e não havia ar-condicionado ligado.

De acordo com a advogada, os militares sofreram com o calor em um dia extremamente quente e de baixa umidade. “Se observar as imagens tem umas janelas do ônibus abertas, e a porta do ônibus estava aberta. Logo, não tinha ar-condicionado”, avaliou.

 

 

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