Operação da PCDF mira 13 receptadores de celulares roubados e furtados

Segundo a Polícia Civil, quatro mil telefones são furtados e roubados por mês no DF e 180 bancas em feiras fazem reabilitação dos aparelhos

PCDF/DivulgaçãoPCDF/Divulgação

atualizado 27/02/2019 11:43

Policiais da Coordenação de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Corpatri) deflagraram, na manhã desta quarta-feira (27/2), uma operação para prender integrantes de duas organizações criminosas que atuam no Distrito Federal e em outros estados, como receptadores de celulares furtados e roubados.

De acordo com informações do delegado Fernando Cocito, da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), 13 alvos foram identificados. A maioria dos integrantes das quadrilhas age em Ceilândia. Um mandado também será cumprido em Pernambuco.

A investigação teve início no final de 2018, mas ganhou um novo impulso este ano. Ao todo, foram apreendidos R$ 12 mil, nove veículos, duas televisões e mais de 50 celulares. Dos 13 presos, 12 são do DF e um em Pernambuco. Os suspeitos responderão pelos crimes de organização criminosa, receptação e receptação qualificada, que pode resultar em mais de 10 anos de prisão.

Segundos os investigadores, os dois grupos não tinham vínculo. O primeiro envolvia dois sócios, cada um com um respectivo filho, um motorista de ônibus que transportava os celulares e mais dois auxiliares. A quadrilha conseguia obter aparelhos eletrônicos de pessoas que faziam a compra com documentos falsos, no crédito. Sendo assim, os preços eram menores.

Em seguida, a mercadoria era transportada para uma cidade no estado de Pernambuco e vendida com notas fiscais na loja de um dos participantes do grupo. O lucro era em torno de RS 30 mil por semana. “Era uma margem de lucro muito alta devido ao preço de revenda” explica André Luís Leite, coordenador da Corpatri. “Alguns de seus membros chegavam a ostentar nas redes sociais, postando fotos com carros de luxo”, acrescentou.

Havia uma loja em Ceilândia, no entanto, apenas de fachada. O grupo, ao saber das buscas, tentou atrapalhar o trabalho da polícia, retirando os celulares do local. Mas foi impedido. Os suspeitos também responderão por lavagem de dinheiro.

Segundo grupo
A segunda organização, segundo o delegado André Luís Leite, atuava de forma mais simples. Após o furto de celulares, os aparelhos eram adulterados para que fossem vendidos ilegalmente. Foram identificados seis participantes dessa organização, dos quais cinco foram presos.

Durante as investigações, os policiais descobriram que os crimes não ocorriam de forma aleatória. Ainda segundo o delegado, há uma média de quatro mil telefones furtados e roubados por mês na capital federal e cerca de 180 bancas em feiras que fazem a reabilitação desses aparelhos, desbloqueando senhas e outros programas.

 

 

 

Conforme mostram as diligências da PCDF, alguns aparelhos eram obtidos mediante fraude junto a grandes varejistas para, em seguida, serem vendidos por preços bem abaixo do valor de mercado em lojas no DF e Pernambuco. Uma carga de celulares foi interceptada nesta madrugada com destino a Afogados da Ingazeira (PE). O motorista do ônibus também foi preso.

Segundo a Corpatri, o objetivo da operação deflagrada nesta quarta é tirar os criminosos das ruas para que os brasilienses tenham um Carnaval mais tranquilo em relação a roubos e furtos de telefones.

 

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