*
 

Renato Bandeira foi preso em Belo Horizonte acusado de estuprar uma mulher em 2015. Mas só agora a polícia descobriu que ele também pode ter estuprado três mulheres no Distrito Federal. Isso porque o material genético colhido depois que as três vítimas foram abusadas estavam em um banco de dados nacional e levou até o suspeito.

Quando Renato foi preso em Minas Gerais, o DNA dele foi colhido e as informações cruzadas com o que havia no banco de dados, chegando à conclusão de que ele era o acusado dos crimes no DF. Os estupros ocorreram em 2014, em Taguatinga Norte e Sul.

Banco de Dados do DF
Criado em 2000 e contando com o perfil genético de mais de 700 criminosos sexuais, o banco de DNA da Polícia Civil brasiliense é o maior do país e está entre um dos mais completos da América Latina. A ferramenta tem importância especial no contexto dos delitos sexuais, pois a investigação dos casos, quase sempre, conta com poucas provas materiais.

Para chegar aos estupradores, os peritos entram em cena para coletar e analisar todo o material biológico (sêmen, fios de cabelo, saliva) que pode ser encontrado na cena do crime. Em seguida, todos os vestígios são inseridos no banco de dados do DF, e ganham um perfil genético, que logo é definido pelo computador, chamado de Sequenciador, no qual são identificadas as informações do DNA. Depois, essas mesmas informações são repassadas para um banco de dados que contêm as informações de todo o país.

 

 

COMENTE

DNAPolícia CivilBanco de dadosexame genético
comunicar erro à redação

Leia mais: Segurança