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O número de estupros no Distrito Federal cresceu 13,6% de janeiro a novembro deste ano, na comparação com o mesmo período de 2016: de 551 para 626. A estatística foi divulgada, na tarde desta quarta-feira (6/12), pela Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social (SSP), que apresentou o balanço da criminalidade na capital.

Outro número expressivo envolvendo violência sexual é o de casos registrados em mês diferente daquele em que ocorreu o crime — por exemplo, uma mulher foi estuprada em janeiro, mas só procurou a polícia em março. Nos primeiros 11 meses deste ano, foram 188 notificações – um crescimento de 241,8% em relação às 55 ocorrências no mesmo período em 2016.

Apesar do dado alarmante, Miriam Pondaag, especialista em assistência social da Secretaria de Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos (Sedestmidh), diz não ser possível assegurar que houve aumento desse tipo de violência. Segundo Miriam, existe uma subnotificação histórica – ou seja, vítimas que não procuram o Estado.

A especialista atribui o crescimento no registro de estupros às campanhas de prevenção realizadas pelo Governo do Distrito Federal (GDF). Miriam destaca que, apenas em novembro, foram realizadas 75 denúncias do crime – 92,3% a mais do que no mesmo mês de 2016.

Isadora Teixeira/Especial para o Metrópoles

Representantes da área de segurança apresentam os dados

 

Homicídios e latrocínios
Outros crimes graves registraram queda. O número de homicídios na capital federal caiu: de 539 casos, cometidos entre janeiro e novembro de 2016, para 444 no mesmo período de 2017 – redução de 17,6%.

“É o menor número desde 2007. Conseguimos diminuir os crimes violentos, letais, a despeito da realidade nacional”, avalia o secretário da Segurança Pública, Edval Novaes. O balanço revelou que, das 43 pessoas assassinadas em novembro deste ano, 27 tinham antecedentes criminais.

A Secretaria da Segurança Pública prevê fechar o ano com a média de 16,2 homicídios por 100 mil habitantes. Em 2016, o índice foi de 19,7.

Enquanto os assassinatos diminuíram, o número de tentativas de homicídio registradas pela polícia ficou estagnado: nos dois períodos analisados (janeiro a novembro de 2016 e os mesmos meses de 2017), 851 casos foram reportados à polícia.

Houve ainda a notificação de 34 latrocínios – 17,1% a menos do que os registrados entre janeiro e novembro de 2016.

Outros dados
Em novembro deste ano, foram cometidos 1.186 furtos em veículo – aquele no qual a vítima está dentro do automóvel. O número é 26% maior que o observado no mesmo mês de 2016, quando ocorreram 941 casos.

No acumulado dos 11 meses deste ano, foram 11.568 notificações – 2,4% menos do que no mesmo período de 2016.

Dos crimes contra o patrimônio, esse foi o único que registrou aumento em novembro. Roubo em ônibus, por exemplo, teve queda de 26,8%.

O secretário Novaes comemorou a redução de algumas estatísticas e reforçou que houve melhora em alguns indicadores, mesmo com um contingente de agentes nas ruas aquém do necessário. “O país vive uma situação de recessão, de crise econômica, na qual tivemos aumento de crimes contra o patrimônio em algumas modalidades. Mas, em relação à grande maioria, conseguimos reduzir em comparação a 2016.”

 

 

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