DF: motorista de aplicativo está desaparecido há quatro dias
Família registrou ocorrência na 20ª Delegacia de Polícia, após Luiz Fhellipe Silva de Mendonça sumir ao sair de casa, no Gama

A angústia da família do motorista de aplicativo Luiz Fhellipe Silva de Mendonça, 30 anos, aumentou no começo desta semana. Ele desapareceu na quinta-feira (12/03), após sair de casa para trabalhar, no Gama, e até agora os parentes não têm nenhuma notícia. Nesta segunda-feira (16/03), a mãe registrou outra ocorrência, desta vez na 20ª DP (Gama).
Segundo a mãe de Fhellipe, ele trabalha há cerca de dois anos na categoria. Atualmente, presta serviço para as empresas Uber e 99 Pop. “Ele sempre ligava, avisava, dava notícia. Geralmente, saía de casa por volta de 13h e voltava 2h, 3h da madrugada. Mas nunca tinha ficado assim sem dar notícias”, contou Andreia Ferreira Rocha, 45, em entrevista no fim de semana.
O rapaz mora com a avó no mesmo condomínio em que a mãe reside, na Ponte Alta, no Gama. Segundo Andreia, ele tomou café da manhã com ela na quinta-feira e saiu por volta de 12h para encontrar o proprietário do veículo que usa para trabalhar.
“O carro dele é alugado. Ele tinha marcado de encontrar com o dono para entregar uma chave que estava com ele. Só que mais tarde, esse dono ligou para o celular do meu irmão, que o Fhellipe usou para falar com ele, e perguntou se a gente sabia onde estava o Fhellipe, porque eles não se encontraram”, relatou a mãe.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesNa sexta-feira (13/03), então, o proprietário do carro registrou boletim de ocorrência na 26ª DP (Samambaia Norte). Segundo a Polícia Civil do DF (PCDF), a ocorrência registrada pelo dono do carro, contudo, trata-se de apropriação indébita. Isto é, posse de coisa alheia, sem o consentimento do proprietário.
Segundo informações do boletim de ocorrência, Fhellipe havia deixado de pagar o aluguel do automóvel. O proprietário, então, encerrou o contrato, mas foi procurado por Fhellipe para entrarem em acordo. Desde então, o dono do carro não saberia mais sobre o paradeiro do motorista de aplicativo.
A família, agora, pede para que quem tiver notícias sobre ele entre em contato com Andreia. “Estamos esperando respostas da polícia, porque isso nunca tinha acontecido”, disse ela, preocupada.
O carro que ele usa é um Nissan Versa branco, com placa ITE 2516. Quem tiver informações que possam ajudar os parentes pode falar com a mãe de Fhellipe no número (61) 99605-9964.
Nota da Uber
Em nota enviada ao Metrópoles no fim de semana, a Uber informou que “está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações sobre o desaparecimento do motorista parceiro Luiz Fhellipe Silva de Mendonça, na forma da lei”.
À reportagem, a 99 Pop disse que “está apurando as informações sobre o caso e está à disposição para colaborar com a polícia, se necessário”.
A falta de segurança para motoristas de aplicativo tem chamado atenção de profissionais da categoria que trabalham no Distrito Federal. Até o início do mês passado, quatro condutores do DF foram mortos, dois deles no mesmo dia, em 9 de fevereiro.
Em fevereiro deste ano, a Câmara Legislativa (CLDF) aprovou, em dois turnos, o projeto de lei que cria obrigações para as empresas de transporte por aplicativos aumentarem a proteção para motoristas e passageiros.
Os principais pontos do projeto são a opção de não atender corridas pagas em dinheiro, saber o destino final da viagem, disponibilizar um “botão do pânico” e a previsão de instalar câmeras de videomonitoramento a fim de auxiliar motoristas e usuários em caso de ameaças. Além disso, a norma prevê a identificação do passageiro por meio de foto quando o pagamento for em dinheiro.



