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Bandidos fortemente armados roubaram um carro-forte na tarde desta segunda-feira (5/3), na BR-040, na altura de Cristalina, município goiano situado a 130 quilômetros de Brasília. Em uma parte íngreme da rodovia, os criminosos, de dentro de um Toyota Hilux, abriram fogo contra o veículo de transporte de valores. Eles usavam fuzis e granadas. Mesmo blindado, o automóvel ficou completamente destruído.

Quatro funcionários estavam no veículo tomado de assalto. Eles foram rendidos e obrigados a entregar as carabinas e coletes à prova de balas. Além das armas, os assaltantes levaram três malotes. Os valores não foram revelados, mas os vigilantes da empresa Transfederal disseram que não havia muito dinheiro neles.

Como não houve reação, os seguranças não se feriram com gravidade. Apenas o motorista se machucou levemente, no rosto, por estilhaços de vidro. Além da Toyota Hilux, uma Renault Duster deu apoio aos criminosos, fechando a rodovia para que nenhum outro carro interrompesse a ação. Os dois automóveis foram queimados após o roubo.

Os quatro integrantes do bando usavam máscaras e aparentemente escolheram a dedo o ponto da estrada para a abordagem. O local fica distante da parte urbanizada de Cristalina e o sinal de telefone celular é instável. Policiais rodoviários federais e agentes da Delegacia de Polícia Civil de Cristalina investigam o caso.

Um motorista passou pelo local instantes após o ataque e filmou o estado em que o carro-forte ficou.

Veja o vídeo:

 

Ataques aumentam
Em um ano, o Brasil teve aumento de 68% no número de ataques a carros-fortes e de 18,90% em ocorrências de ataques a bancos. É o que revela a Pesquisa Nacional de Ataques a Carros-fortes e a Bancos de 2017, realizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Segurança Privada, Federação dos Vigilantes do Paraná e o SindVigilantes Curitiba.

O número de ataques a carros-fortes bateu o recorde em 2017: foram 109 investidas, contra 65 ocorrências registradas em 2016. Também cresceu o número de ofensivas a bancos no Brasil. Somaram-se 2.475 ataques em 2017, uma média de sete atentados diários, contra 2.082 registrados no ano anterior.

Para tentar intimidar os assaltantes, empresários querem oferecer aos seus vigilantes armamentos mais pesados. Tramita no Senado Federal o Projeto de Lei do Senado nº 16, de 2017, que permite o uso de calibres maiores aos seguranças privados.