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Sete pessoas que estavam em um ponto de ônibus foram atingidas por um veículo na 716 Norte. O acidente ocorreu por volta das 16h40 desta sexta-feira (2/3), quando o motorista de um Versa branco subiu o meio-fio da W3 Norte – ele dirigia no sentido Asa Sul.

Segundo informações da Polícia Militar, não há feridos em estado grave. Todos os acidentados foram encaminhados pelo Corpo de Bombeiros ao Hospital de Base. Um deles estava desacordado.

O carro que atropelou as sete pessoas era conduzido por Thiago de Oliveira, motorista de Uber. Segundo relatou, ele estava indo pegar um passageiro quando foi fechado por um ônibus da empresa Urbi. Ao tentar evitar a colisão, perdeu o controle e subiu no meio-fio.

Thiago conta ter sido agredido por populares ao descer do veículo e que só não foi espancado graças à intervenção de uma equipe da Polícia Militar patrulhando a região. “Minha primeira atitude foi chamar o Corpo de Bombeiros, mas começaram a bater em mim”, disse.

O motorista fez o teste de bafômetro, que não acusou ingestão de álcool. Thiago foi levado para a 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte), onde prestará depoimento.

A perícia do Instituto de Criminalística (IC) foi acionada para determinar as causas do acidente e se o condutor trafegava em alta velocidade. A parada onde ocorreu o atropelamento foi isolada para perícia, e os passageiros tiveram de esperar a condução no segundo ponto da 716 Norte. O trânsito precisou ser desviado.


Pensei que fosse morrer
Vítimas do acidente contaram ao Metrópoles a tensão ao virem o veículo “voando” na direção delas. “Ele voou para cima da gente. Minha reação na hora foi tentar me proteger na bolsa, mas fui atingida e caí com muita dor. Pensei que fosse morrer”, contou Dulcinéia Mendonça, 45 anos, que teve lesões superficiais na cabeça, nos braços e nas pernas.

O aposentado João Alberto Souza, 55 anos, sofreu ferimentos mais sérios. Ele fraturou a perna direita e teve um corte profundo na testa. Logo após ser atropelado, chegou a desmaiar. “Eu caí e apaguei. Acordei com os bombeiros me acudindo. A cabeça dói demais ainda e não consigo lembrar de muita coisa”, disse.

Daniel Ferreira / Metrópoles

João Alberto estava esperando ônibus quando foi atropelado

Testemunha
O ambulante Milton Alexandre da Silva, 70 anos, tem uma carrocinha em que vende salgados, doces e refrigerantes, e escapou por pouco. Depois de atingir as pessoas na parada, o carro acertou de raspão a venda e parou a centímetros da cadeira onde ele estava sentado.

“Foi por muito pouco. Ele veio em alta velocidade, mal deu tempo de reagir e tentar fugir”, disse o vendedor.