Segurança de Bolsonaro com coronavírus está estável e isolado

Capitão da PMDF, Ari Celso de Barros foi diagnosticado com a doença em 18 de março e cumpria isolamento domiciliar, mas o quadro piorou

Capitão da PMDF sentado, de camiseta verde e bonéReprodução Redes Sociais

atualizado 26/03/2020 18:26

O segurança do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) internado no Hospital de Base do DF com coronavírus está em uma área isolada para tratamento. Ari Celso Rocha Lima de Barros, 39 anos, foi diagnosticado com a doença em 18 de março e cumpria isolamento domiciliar, mas o quadro do capitão da Polícia Militar piorou e ele foi levado à unidade de saúde passando mal, segundo a família.

Barros deu entrada no pronto-socorro em estado grave. Porém, na tarde desta quinta-feira (26/03), o Metrópoles obteve informações internas do Hospital de Base de que o quadro do segurança, agora segue estável, com taxas alteradas no sangue, e em tratamento.

A unidade hospitalar é gerenciada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde (Iges-DF) e é umas das duas referências no tratamento da Covid-19 na capital. A outra é o Hospital da Asa Norte (Hran).

A internação do capitão com Covid-19 foi publicada com exclusividade pelo Metrópoles, na manhã desta quinta-feira (26/03).

“Estava em casa, sob controle. Ontem [quarta] se sentiu mal e foi internado no Hospital de Base”, contou ao Metrópoles a mãe do segurança, dona Julmar Rocha de Lima de Barros. “Ele trabalha na Presidência. É segurança do presidente. Ele sempre viaja com ele. E eu acredito que esse vírus ele adquiriu nessas viagens que fez”, acrescentou. Na viagem para Miami, em que integrantes da comitiva presidencial adoeceram, Ari não esteve presente.

A internação teve repercussão no meio político. O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou logo após a publicação da reportagem, que o isolamento vertical durante a pandemia do coronavírus só deve ser feito após muito planejamento e estudo de dados referentes às vítimas e ao perfil de infectados pela Covid-19.

“Estatística nos dão o norte, mas existirão casos de pessoas mais jovens e também terão casos diferentes da média. Por isso, temos que tomar muito cuidado na questão do isolamento vertical, porque é um vírus novo”, justificou.

Ele se referiu à defesa do presidente da República de terminar com o confinamento em massa e adotar uma política de isolamento restrito a pessoas acima de 60 anos e incluídas nos grupos de maior risco (hipertensos, com doenças cardíacas, diabéticos e outras comorbidades).

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