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Distrito Federal

Secretaria de Saúde registra caso de raiva canina em pet no Lago Norte

O cachorro apresentou os primeiros sinais da doença em 23 de julho, morreu seis dias depois e teve o diagnóstico confirmado

14/08/2026 20:19, atualizado 14/08/2026 20:22
Unsplash
Imagem colorida mostra cachorro vira lata - Metrópoles

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) registrou um caso de raiva em um cão no Lago Norte. O animal apresentou os primeiros sinais da doença em 23 de julho, morreu seis dias depois e teve o diagnóstico confirmado por exames laboratoriais.

A informação consta em comunicado oficial divulgado pela Gerência de Vigilância Ambiental de Zoonoses (GVAZ) na quinta-feira (13/8) e obtido pelo Metrópoles.

Segundo o documento, os responsáveis pelo cachorro relataram que ele mantinha contato com fauna silvestre e/ou sinantrópica. Eles também informaram que o cão havia sido vacinado contra a raiva no ano passado, durante uma campanha da SES-DF. No entanto, não foi apresentado comprovante que permitisse confirmar a vacinação.

Os primeiros sinais clínicos foram percebidos em 23 de julho e incluíram alteração súbita de comportamento, apatia e falta de interesse pelo alimento. O quadro evoluiu para sinais neurológicos progressivos, entre eles paralisia da musculatura da face. O animal morreu em 29 de julho.

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Após a morte, o corpo do cão foi recolhido pela GVAZ e encaminhado ao Laboratório de Patologia Veterinária da Universidade de Brasília (LPV-UnB), onde passou por necrópsia e investigação anatomopatológica.

Os exames identificaram alterações compatíveis com encefalite viral. O teste de imuno-histoquímica foi positivo para raiva e negativo para cinomose. O resultado foi emitido na segunda-feira (10/8).

A amostra do sistema nervoso central também foi analisada pela Diretoria de Vigilância Ambiental (Dival), que confirmou a presença do vírus da raiva por meio de exame de imunofluorescência direta.

Uma prova biológica ainda está em andamento. Parte da amostra foi enviada ao Instituto Pasteur para genotipagem, que deverá ajudar a identificar a variante do vírus e contribuir para a investigação epidemiológica.

Medidas de vigilância

No comunicado, a SES-DF afirma que, após a confirmação do caso, a GVAZ realizou a investigação epidemiológica e adotou medidas de vigilância e controle.

De acordo com o ofício, os contatos humanos identificados iniciaram o esquema de profilaxia pós-exposição, conforme avaliação dos serviços de saúde. Animais que tiveram contato com o cão também iniciaram medidas de profilaxia e permanecem sob acompanhamento da vigilância ambiental.

Como parte das ações de controle, a SES-DF iniciou um bloqueio vacinal antirrábico na região do Lago Norte. A operação é acompanhada de ações de educação em saúde, com orientações sobre prevenção, vacinação de cães e gatos e cuidados diante de animais que apresentem sinais suspeitos.

A vigilância ambiental também acompanha animais suspeitos de raiva e aqueles que tiveram contato com animais silvestres, devido ao histórico epidemiológico da região.

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Orientação à população

A SES-DF orienta os moradores a não manipular nem se aproximar de animais domésticos ou silvestres que apresentem comportamento anormal, sinais neurológicos ou outras alterações suspeitas. Em caso de mordida, arranhadura ou contato com um animal suspeito, a recomendação é lavar imediatamente o local com água e sabão e procurar uma unidade de saúde para avaliação.

A Secretaria também reforça que a Campanha Nacional de Vacinação Antirrábica Animal de 2026 será realizada no Distrito Federal nos dias 15, 22 e 29 de agosto. A vacinação de cães e gatos será gratuita e é apontada pela pasta como uma das principais medidas de prevenção e controle da raiva animal. As vacinas estarão disponíveis de segunda a sábado, até o fim do mês, em um esforço concentrado. Os locais de vacinação estão listados no site da Secretaria de Saúde.

As ações de vigilância epidemiológica, bloqueio do foco, vacinação, educação em saúde e monitoramento de animais continuarão na região com o objetivo de reduzir o risco de transmissão da doença e proteger a população.