Saúde do DF terá que garantir fertilização in vitro a mulher infértil
O tratamento foi autorizado judicialmente depois de uma interrupção no serviço na rede pública pela falta de banco de sêmen disponível no DF

A Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF) garantiu, por meio de decisão judicial, um serviço de fertilização in vitro à uma mulher de 38 anos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O tratamento foi autorizado judicialmente depois de uma interrupção no serviço na rede pública pela falta de banco de sêmen disponível no DF.
A mulher irá receber o espermatozoide de um doador anônimo.
A paciente, que foi diagnosticada com infertilidade primária e baixa reserva ovariana, procurou a Defensoria Pública após a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) suspender o procedimento, informando que todas as fertilizações e outros serviços envolvendo doação de sêmen estavam temporariamente adiados, sem previsão de retorno.
Com isso a DPDF enviou um pedido de tutela de urgência à Justiça, que reconheceu a legalidade da solicitação, justificando que houve violação dos direitos fundamentais como o direito à saúde, à dignidade e ao planejamento familiar. O órgão também reforçou que a legislação brasileira e as normas do SUS preveem a oferta de fertilização in vitro de forma gratuita.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles DF“A DPDF atua para assegurar que as pessoas tenham acesso efetivo aos seus direitos, especialmente em situações sensíveis, em que a orientação e a atuação jurídica são decisivas da dignidade e do planejamento de vida”, afirmou o defensor público-geral Celestino Chupel.
Para a Defensoria, “a sentença também reforça o entendimento consolidado de que o direito à saúde deve prevalecer sobre limitações administrativas, sobretudo quando comprovadas a necessidade do tratamento e a incapacidade financeira do paciente”.



