Rollemberg, cadê a insulina? Bióloga é bloqueada em rede social por exigir medicamento
Diabética fez a mesma pergunta centenas de vezes para perfil do governador no Facebook. Ficou sem resposta, sem remédio e sem mais um amigo na rede
atualizado
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A bióloga Cíntia Reis, de 29 anos, está revoltada com o perfil do governador do DF, Rodrigo Rollemberg, no Facebook. Isso porque, após perguntar centenas de vezes (literalmente) sobre a falta de um tipo de insulina na rede pública de saúde, a diabética acabou sendo bloqueada por ele na rede.
Segundo Cíntia, durante este ano, o recebimento da insulina do tipo Lantus, fornecida a ela pela farmácia-escola do Hospital Universitário de Brasília (HUB), atrasou por diversas vezes e está em falta há mais de um mês. No período, ela deveria ter consumido quatro frascos do medicamento, sendo que cada um custa aproximadamente R$ 115. “Não tenho condições de arcar com esse gasto todo mês”, conta a moça, que é diabética há 18 anos.Primeiramente, ela buscou a ouvidoria do governo, por meio do telefone 156. Entretanto, disse que não teve qualquer resposta. Descontente, ela tentou respostas por meio de redes sociais e do WhatsApp. Mesmo perguntando insistentemente, não obteve explicações e acabou bloqueada. “Tentei contato inúmeras vezes, mas nada. Fui bloqueada. Pedi para que amigos e familiares tentassem me ajudar. Mas minha mãe e diversos conhecidos também acabaram bloqueados pelo perfil do governador”, relata a bióloga.


Segundo a assessoria do Palácio do Buriti, a repetição excessiva fere os termos de uso da página no Facebook. “Ela publicou mais de 200 vezes a frase Rollemberg, cadê as insulinas’. Em um primeiro momento, só os comentários repetidos foram apagados. Mas a seguidora da página postou a mensagem outras 100 vezes. Só em um segundo momento, o perfil foi bloqueado”, explicou o Buriti em nota. Ainda segundo a assessoria, as demandas de Cíntia foram encaminhadas à Secretaria de Saúde.
A Secretaria de Saúde informou que a insulina Lantus (Glargina), de fato, está em falta há um mês. Segundo o órgão, o processo de compra foi aberto e aguarda liberação de recursos para compra. A indicação para os pacientes que necessitam da mesma medicação que Cíntia é de que procurem um médico que possa prescrever um medicamento substituto enquanto se dá a regularização do estoque.
Ao ser informada sobre a resposta da secretaria, Cíntia comentou que jamais teve essa orientação em suas buscas por contato com o governo.
