Falta de óleo em caldeira suspende cesarianas no Hmib
Com débito a receber do GDF, empresa interrompe fornecimento de óleo para equipamento, afetando lavanderia e centro obstétrico da unidade

O Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib), na 608 Sul, suspendeu a realização de cesarianas. Apenas partos normais estão sendo feitos no local. O motivo, desta vez, é o desabastecimento da caldeira. O problema afeta o funcionamento das lavanderias dessa unidade e do Hospital Regional de Taguatinga (HRT).
As caldeiras são essenciais para a lavagem e esterilização das roupas dos hospitais. A Secretaria de Saúde reconhece uma dívida de R$ 1,2 milhão com a empresa Papagaio Diesel, responsável pelo abastecimento dos equipamentos. Diz que esse valor se refere aos meses de outubro e novembro, que foram inscritos em restos a pagar e, por isso, a quitação ainda não foi efetuada.
O problema é sério e levou os integrantes do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde do DF (SindSaúde-DF) a improvisarem, nesta quarta-feira (11/1), um varal na rua e pendurarem as roupas do lado de fora do Hmib, em protesto.Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles“As roupas estão se acumulando, mas não tem onde secar. Um hospital especializado em partos ter que suspender o serviço por falta de roupa para os pacientes é um absurdo”, desabafou Marli Rodrigues, presidente do SindSaúde-DF.
Quem chega à unidade da Asa Sul também se depara com o seguinte aviso: “Devido ao desabastecimento de material, o pronto-socorro do centro obstétrico está fechado temporariamente”.

Para agravar ainda mais a situação, os funcionários da limpeza e os vigilantes que atendem as unidades de saúde do DF estão com os serviços paralisados.

Hospital do Paranoá
No Hospital Regional do Paranoá, o pronto-socorro teve o atendimento suspenso nesta terça-feira (10). O motivo, neste caso, segundo a Secretaria de Saúde, é a superlotação na internação. Mas a situação, ainda de acordo com a pasta, foi normalizada nesta quarta (11).
Os problemas nas três unidades de saúde se somam a outros ocorridos nos últimos meses, como filas na madrugada para conseguir remédios de alto custo; cadáveres e alimentação de doentes sendo transportados no mesmo elevador no Hospital Regional da Asa Norte (Hran); necessidade de mutilar pacientes para que fosse possível fazer cirurgias com o material adequado; falta de água quente para o banho; e até cheiro de corpos se espalhando no ar devido à falta de refrigeração das câmaras mortuárias também no Hran.
Nesta terça (10), o Metrópoles mostrou uma outra denúncia de servidores da rede pública de saúde. Por falta de máscaras, eles estavam usando gaze e esparadrapo para cobrir o rosto durante o atendimento aos pacientes do Hospital Regional de Sobradinho.
Confira relatos sobre a situação do Hmib:



