Falta de luvas na rede pública do DF coloca cirurgias em risco

Segundo denúncia de servidora, algumas unidades estão sem receber as vestimentas de proteção desde agosto do ano passado

atualizado

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1 de 1 Médico-luva-840×555 - Foto: ISTOCK

A má qualidade e o atraso no abastecimento de luvas cirúrgicas estéreis usadas por profissionais da saúde para procedimentos médicos e biológicos da rede pública voltaram a ser alvo de reclamações dos servidores da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF).

Em documento assinado nesta quinta-feira (30/01/2020), uma servidora do Núcleo de Farmácia Hospitalar (NFH) afirma que a pasta já havia sido notificada dos problemas que envolvem o lote dos equipamentos em setembro do ano passado, quando as unidades públicas estavam desabastecidas do material.

Para tentar solucionar a falta das vestimentas de proteção, a funcionária relata ter conseguido “fazer apenas o projeto emergencial de compra das luvas tamanho 6,5”. Os equipamentos, contudo, irão demorar entre 20 e 30 dias para chegar. De acordo com a denúncia, os tamanhos 7 a 8 seguem pendentes de entrega desde 27 de agosto do ano passado.

Sem luvas, os demais servidores do NFH estariam pedindo o material emprestado de outras unidades, como o Hospital de Base (HBDF), o Hospital Universitário de Brasília (HUB) e do Hospital das Forças Armadas (HFA). O desabastecimento poderá atrapalhar a realização de procedimentos médicos nas unidades públicas de saúde.

“Solicitamos algumas vezes ajudas para solucionar esse problema, problema esse que afetará vários setores dos hospitais, mas que infelizmente já tomamos todas as medidas que podíamos. Estamos dispensando cautelosamente as poucas unidades de luvas que nos restam, de modo que por enquanto não tenhamos colapso no centro cirúrgico, queimados, obstétrico, hemodiálise e outros”, defendeu a servidora no documento.
Problema antigo

Nesse domingo (26/01/2020), o Metrópoles revelou outra reclamação de servidores sobre a qualidade das luvas fornecidas pela Secretaria de Saúde. Desta vez, a denúncia veio de funcionários do setor de Vigilância Ambiental.

AS vestimentas de proteção são usadas pelos trabalhadores do Laboratório Central de Entomologia da Diretoria de Vigilância Ambiental na identificação de vetores e animais peçonhentos. De acordo com a denúncia, o manuseio das espécies, dentre elas os triatomíneos – transmissores da doença de Chagas, escorpiões, aranhas e lagartas – podem acarretar riscos à saúde dos funcionários, uma vez que são vetores de doenças.

Outro risco com uso do frágil produto descartável ocorre na análise de lagartas peçonhentas do gênero Lonomia. O contato com os espinhos do inseto, segundo a servidora, pode ocasionar “dores e queimação, seguida de vermelhidão, inchaço, calor, mal-estar, cefaleia, náuseas e vômitos”, além de “manifestações hemorrágicas”.

Em nota, a SES confirmou ter tomado ciência da denúncia e afirmou já ter providenciado a substituição dos itens. “Além disso, foi possível avaliar que o material está no prazo de validade e possui o Certificado de Aprovação do Ministério do Trabalho, como é de praxe nas aquisições de Equipamento de Proteção Individual (EPI) da pasta”, defendeu na época. A pasta confirma o processo licitatório para compra de luvas cirúrgicas foi finalizado e aguarda a entrega pelo fornecedor.

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