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A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES) investiga a morte do vigilante Erondes Osmar da Silva, 58 anos, com suspeita de febre amarela. A vítima foi a óbito no dia 3 de janeiro, no Hospital Regional de Ceilândia (HRC), após ser internada no dia anterior.

As amostras biológicas do homem foram coletadas e passarão por análise. Não há previsão para o resultado do exame. No mês passado, a SES confirmou a febre amarela como a causa da morte de um psicólogo de 43 anos morador do Sudoeste.

Segundo a pasta, Erondes deu entrada no Hospital Regional de Planaltina em 2 de janeiro. Após ser atendido, ele realizou exames e, devido ao agravamento do quadro clínico, foi internado.

Os sintomas apresentados pela vítima eram febre, dor no corpo e desconforto respiratório. Devido à piora do quadro, ele foi transferido para a unidade de terapia intensiva (UTI) do HRC, onde faleceu.

As amostras biológicas do vigilante passam por análise no Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal e também no Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo. A Subsecretaria de Vigilância à Saúde afirma que está acompanhando o caso e ainda investiga o provável local de contágio. Não há, até o momento, informações sobre viagens recentes.

Antes de Erondes, a última vítima de febre amarela na capital federal foi um psicólogo de 43 anos morador do Sudoeste. Ele contraiu a doença no DF, diferentemente de outras duas vítimas que vieram a óbito em Brasília, no ano passado, mas foram infectadas em outras unidades da Federação. O psicólogo foi internado em 20 de novembro e teve a morte confirmada sete dias depois.

O surto mais grave de febre amarela no Distrito Federal ocorreu no ano de 2000, quando 40 pessoas foram diagnosticadas com a doença. Em 2008 houve 13 casos e, por sete anos, não existiram registro de morte em decorrência da enfermidade, na capital.

Em 2015, o DF teve três casos, sendo que todos foram de pacientes vindos de outras unidades federativas. No ano passado, foram investigadas 86 suspeitas: 83 foram descartadas, e as outras três, confirmadas, inclusive a do psicólogo.

Vacinação
Crianças a partir de 9 meses e adultos de até 59 anos precisam ser imunizados contra a febre amarela. Gestantes, mulheres que amamentam bebês de até seis meses, pessoas com imunossupressão e aquelas com mais de 60 anos só devem se vacinar mediante avaliação médica criteriosa.

Segundo a SES, a rede pública do Distrito Federal está abastecida com o insumo, e cada pessoa deve tomar apenas uma dose durante toda a vida, conforme orientação do Ministério da Saúde. A pasta afirma ainda que aplicação da vacina é feita nas Unidades Básicas de Saúde.

 

 

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