Covid-19: Hospital de Campanha do Mané Garrincha participa de estudos internacionais

Objetivo é descobrir novos remédios e tratamentos para combater o coronavírus

atualizado 18/09/2020 22:21

Fachada do Estádio Mané GarrinchaIgo Estrela/Metrópoles

Na busca por novas maneiras de se combater a Covid-19, o Hospital de Campanha do Mané Garrincha participa de 10 estudos clínicos multicêntricos internacionais, incluindo testagem de vacinas. Todos os custos são cobertos pelo patrocinador de cada uma das pesquisas.

Para o primeiro projeto foram selecionados seis hospitais brasileiros e de mais sete países participantes – EUA, Bélgica, Egito, Ucrânia, Moldova, Romênia e África do Sul. São selecionados pacientes com infecção por Covid-19 de leve a moderada.

Os estudos clínicos são a chave para o desenvolvimento de novos métodos para tratar a Covid-19 e, assim, diminuir o impacto da pandemia. O intuito é ver se novos tratamentos são seguros e efetivos. Em um desses, o hospital do DF atuará como coordenador nacional.

As pesquisas seguem tempos diferentes entre elas. Em geral, a duração gira em torno de dois meses, incluindo neste período o acompanhamento dos pacientes em casa, após a alta.

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Como funciona a participação?

Após as aprovações éticas nacionais e internacionais o paciente será convidado a participar do estudo. Em seguida será aplicado um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido com todas as informações sobre sua adesão.

Após a confirmação, o voluntário passa por exames de monitoramento, procedimentos, coleta de sangue, entrevistas, avaliação médica e de enfermagem. Depois recebe o determinado medicamento em teste e segue monitorado de acordo com o projeto ao qual ele foi alocado.

Todas as pesquisas envolvendo seres humanos devem ser submetidas à apreciação de um Comitê de Ética em Pesquisa (CEP), da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e conduzidas de acordo com as Boas Práticas Clínicas (BPC). Tais precauções asseguram a proteção de direitos, integridade e confidencialidade dos participantes da pesquisa, bem como a credibilidade e a precisão de dados e resultados relatados. (Com informações da Secretaria de Saúde)

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