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O número de casos de Aids entre jovens de 15 a 24 anos cresceu no Distrito Federal, nos últimos cinco anos. Entre os 319 casos registrados ano passado na capital, 16,9% foram diagnosticados em pessoas dessa faixa etária. Em 2011, esse intervalo representava apenas 10,8% dos casos. As informações fazem parte do Boletim Epidemiológico de HIV/Aids divulgado pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) nesta segunda-feira (27/11).

De acordo com o levantamento, em 2016, foram diagnosticados 936 casos de HIV/Aids. Desse total, 617 identificaram a presença do vírus e 319 apontaram a ocorrência da doença. Os homens lideraram as estatísticas e representaram 84% do total, com 791 casos.

Já o número de mortes causadas pela doença caiu nos últimos três anos. Após 128 óbitos em 2014, o DF teve 114 registros de morte por Aids em 2015 e 112 em 2016.

Em relação à enfermidade por faixa etária, o estudo indica que, em ambos os sexos, a doença é mais recorrente entre as idades de 25 a 39 anos, o que corresponde a 52,4% dos casos. Já as ocorrências em pessoas no grupo etário acima de 40 anos tiveram, em 2016, uma proporção semelhante a 2011 (37,6%), segundo a SES-DF.

Para a secretaria, apesar do aumento no número de casos em jovens, a taxa de contágio se manteve estável, já que a média é de mil novos diagnósticos por ano.

“Desde 2009, a Secretaria de Saúde faz a análise de casos de HIV e Aids. Os dados apontam que estamos conseguindo fazer mais diagnósticos de HIV, o que tem feito diminuir os casos de Aids. Com a detecção precoce, já iniciamos o tratamento, o que leva o paciente a ter uma vida normal”, explica o gerente de DST da Secretaria de Saúde, Sérgio d’Ávila.

Perfil
O boletim aponta ainda que homens que fazem sexo com outros homens também predominaram no número de diagnósticos e representaram 46,5% dos contágios registrados em 2016. Do total, para 62% a transmissão ocorreu por meio de contato sexual.

Águas Claras, Asa Norte, Cruzeiro, Riacho Fundo e Taguatinga são as regiões administrativas que mais concentraram o aparecimento de novos casos, segundo o levantamento.

De acordo com Sérgio d’Ávila, alguns dos grandes desafios para se enfrentar a questão do HIV/Aids são a retomada das ações de prevenção e a ampliação das estratégias para evitar o contágio pelo vírus: “Temos que ter um diálogo muito mais próximo com a comunidade, para ela perceber que a Aids ainda não tem cura e é um grave problema de saúde pública”, avaliou D’Ávila. (Com informações da SES-DF e da Agência Brasília)

 

 

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