Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Distrito Federal

Saúde descarta internação de marroquino em situação de rua preso no DF.

Protocolo de internação involuntária foi acionado para marroquino que teria iniciado um incêndio e para outro homem que tentou pular no fogo

01/09/2026 13:02
Reprodução
Marroquino

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal informou ao Metrópoles, nesta terça-feira (1°/9), que descartou a internação involuntária de um marroquino em situação de rua preso no domingo (30/8) pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF). O homem, de 31 anos, foi detido suspeito de atear fogo em um colchão sob a marquise de um restaurante no Paranoá (DF). Um outro homem em situação de rua tentou se jogar no fogo e foi contido pela PM.

Segundo informações preliminares, o fogo teria começado em um colchão após cigarro ser deixado aceso no local. As chamas foram controladas e ninguém ficou ferido.

Segundo a PM, o marroquino apresentava dificuldade de comunicação e fala francês. O nome do homem não foi divulgado pelas autoridades.

Após a prisão, os dois foram levados para 6º Delegacia de Polícia (Paranoá). O caso foi registrado como incêndio culposo. Em seguida, a autoridade policial acionou o protocolo de internação involuntária humanizada, conforme mostrou a coluna Grande Angular em primeira mão.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles DF

Em nota, a secretaria de saúde afirmou que a equipe médica foi acionada para iniciar o protocolo de avaliação dos pacientes, no entanto, o quadro verificado não evoluiu para internação.

“Salientamos que as duas pessoas continuarão sendo acompanhadas pelas equipes do Consultório na Rua e do CAPS AD, dando continuidade à assistência conforme a necessidade de cada caso”, informou a SES-DF.

Internação involuntária humanizada

A internação involuntária humanizada no Distrito Federal não é determinada apenas pela ocorrência de violência ou pelo uso de álcool e drogas. A medida depende de uma avaliação da equipe de saúde e deve seguir critérios específicos previstos no protocolo adotado pelo Governo do Distrito Federal (GDF).

O protocolo inclui a avaliação de sinais de alerta, como risco à vida, violência e negligência extrema com os autocuidados básicos. Conforme a secretaria de saúde, a presença de um transtorno mental não significa, por si só, que a pessoa deva ser internada.

Após avaliação da equipe de saúde, a pessoa é encaminhada para acompanhamento no hospital São Vicente de Paula, onde dez leitos foram destinados ao atendimento dessas pessoas.