Saúde descarta internação de marroquino em situação de rua preso no DF.
Protocolo de internação involuntária foi acionado para marroquino que teria iniciado um incêndio e para outro homem que tentou pular no fogo

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal informou ao Metrópoles, nesta terça-feira (1°/9), que descartou a internação involuntária de um marroquino em situação de rua preso no domingo (30/8) pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF). O homem, de 31 anos, foi detido suspeito de atear fogo em um colchão sob a marquise de um restaurante no Paranoá (DF). Um outro homem em situação de rua tentou se jogar no fogo e foi contido pela PM.
Segundo informações preliminares, o fogo teria começado em um colchão após cigarro ser deixado aceso no local. As chamas foram controladas e ninguém ficou ferido.
Segundo a PM, o marroquino apresentava dificuldade de comunicação e fala francês. O nome do homem não foi divulgado pelas autoridades.
Após a prisão, os dois foram levados para 6º Delegacia de Polícia (Paranoá). O caso foi registrado como incêndio culposo. Em seguida, a autoridade policial acionou o protocolo de internação involuntária humanizada, conforme mostrou a coluna Grande Angular em primeira mão.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles DFEm nota, a secretaria de saúde afirmou que a equipe médica foi acionada para iniciar o protocolo de avaliação dos pacientes, no entanto, o quadro verificado não evoluiu para internação.
“Salientamos que as duas pessoas continuarão sendo acompanhadas pelas equipes do Consultório na Rua e do CAPS AD, dando continuidade à assistência conforme a necessidade de cada caso”, informou a SES-DF.
Internação involuntária humanizada
A internação involuntária humanizada no Distrito Federal não é determinada apenas pela ocorrência de violência ou pelo uso de álcool e drogas. A medida depende de uma avaliação da equipe de saúde e deve seguir critérios específicos previstos no protocolo adotado pelo Governo do Distrito Federal (GDF).
O protocolo inclui a avaliação de sinais de alerta, como risco à vida, violência e negligência extrema com os autocuidados básicos. Conforme a secretaria de saúde, a presença de um transtorno mental não significa, por si só, que a pessoa deva ser internada.
Após avaliação da equipe de saúde, a pessoa é encaminhada para acompanhamento no hospital São Vicente de Paula, onde dez leitos foram destinados ao atendimento dessas pessoas.



