Saiba o estado de saúde da criança atacada por onça na Chapada dos Veadeiros

Menina de 8 anos foi atacada, nessa quinta-feira (14/5), por uma onça-parda na região da Cachoeira do Cordovil na Chapada dos Veadeiros

atualizado

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Cachoeira do Cordovil, no Santuário Volta da Serra - Metrópoles
1 de 1 Cachoeira do Cordovil, no Santuário Volta da Serra - Metrópoles - Foto: Reprodução/ Instagram/ Santuário Volta da Serra

A criança de 8 anos atacada por uma onça-parda na Chapada dos Veadeiros (GO), nessa quinta-feira (14/5), está estável e segue acompanhada pela equipe médica do Hospital Regional da Asa Norte (Hran). A informação foi confirmada pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) nesta sexta-feira (15/5).

Segundo a pasta, a vítima deu entrada na unidade pela manhã e está sendo atendida pela equipe de cirurgia plástica do hospital.

“A paciente segue estável e acompanhada pela equipe médica do hospital”, informou a SES-DF.

Inicialmente, a criança, que sofreu ferimentos no rosto, foi atendida no Hospital Municipal de Alto Paraíso (GO). Depois, precisou ser transferida para o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF).

Após avaliação médica, ela foi encaminhada ao Hran para tratamento especializado em cirurgia plástica.


Entenda o caso

  • Uma criança de 8 anos foi atacada por uma onça-parda na região da Cachoeira do Cordovil nessa quinta-feira (14/5);
  • Segundo informações preliminares, o animal estava em cima de uma árvore no momento em que foi avistado. O ataque ocorreu no momento em que a família voltava da cachoeira;
  • A vítima acabou ferida no rosto, recebeu pronto atendimento e foi encaminhada ao Hospital Municipal de Alto Paraíso, com apoio do santuário;
  • A criança recebeu atendimento imediato e segue acompanhada pela família e pelas equipes responsáveis em Brasília;
  • Segundo o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde (IgesDF), responsável pela gestão do Hospital de Base do Distrito Federal, a criança terá que passar por uma cirurgia plástica;
  • A Cachoeira do Cordovil foi fechada temporariamente para visitação após o incidente.

As informações preliminares dão conta de que o animal estava em cima de uma árvore quando foi avistado. Segundo relatos, a onça saltou sobre a criança, mas fugiu após ser espantada por adultos.

A Cachoeira do Cordovil fica a 9km do vilarejo de São Jorge e 29 km de Alto Paraíso, município de Goiás.

“Comportamento muito atípico”

Após o ataque da criança, o caso chamou a atenção pela raridade e o comportamento atípico para esse tipo de animal. Segundo a bióloga do Instituto Brasília Ambiental (Ibram) Marina Mota, ataques desse tipo são incomuns.

De acordo com a especialista, o comportamento natural dos grandes felinos é evitar o contato com seres humanos. Ela explica que a presença humana em áreas de mata costuma afastar os animais por causa de luzes, sons e movimentação.

“Então, geralmente, os animais, quando a gente está no ambiente deles, dentro de uma mata, numa cachoeira, eles percebem a nossa presença muito antes de a gente perceber a deles. E eles já se escondem e fogem. Tanto é que o encontro de pessoas com animais silvestres é raro”, afirmou Marina.

A bióloga destacou, ainda, o intenso fluxo turístico na região da Chapada dos Veadeiros. Segundo dados do Ministério do Turismo, o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros recebeu mais de 75 mil visitantes em 2021. “Se a gente for fazer uma conta, quantas pessoas visitam a Chapada e quantas pessoas visualizam um animal silvestre?”, questionou Marina.

Questionada sobre o que poderia ter motivado o ataque, Marina evitou antecipar conclusões e reforçou apenas que o comportamento foge do padrão observado nesses animais.

A recomendação da especialista, em caso de encontro com uma onça, é manter a calma. Segundo ela, na maioria das situações o animal apenas segue o próprio caminho e evita o confronto, mas caso isso não aconteça, há duas formas de agir.

“Caso isso não ocorra, o que é raro novamente, e você estiver em grupo, você junta essas pessoas, mas não corra, nunca pode correr. Junta as pessoas e [você] pode levantar os braços e emitir som, sons graves para mostrar: ‘Olha, nós somos fortes, o confronto para você vai ser um prejuízo’. E ela vai geralmente seguir o seu caminho”, explicou.

Marina também orienta turistas a utilizarem apitos ou outros dispositivos sonoros durante trilhas como forma de prevenção, embora ressalte que esses recursos devem ser usados apenas em situações de risco iminente.

Cachoeira fechada temporariamente

A Cachoeira do Cordovil foi fechada temporariamente para visitação. A medida foi anunciada pelo Santuário Volta da Serra, responsável pela conservação e administração do local.

Segundo o santuário, desde o ocorrido, foram iniciadas revisões e reforços nos protocolos de visitação, sinalização e orientação preventiva aos turistas, em alinhamento com profissionais especializados e órgãos competentes.

A suspensão das atividades foi divulgada em nota publicada nas redes sociais. Na publicação, o Santuário informou que a decisão foi tomada voluntariamente para permitir uma análise técnica do caso.

“A direção do Santuário reforça seu compromisso com a segurança dos visitantes e colaboradores, permanecendo à disposição para prestar assistência integral à vítima e à sua família, além de colaborar com os procedimentos oficiais cabíveis”, informou a administração.

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