Risco de ataque por escorpiões cresce com chuvas. Saiba se proteger
De janeiro até meados de outubro deste ano, a Vigilância Epidemiológica registrou 921 chamados para captura dos aracnídeos em residências

O aparecimento de escorpiões em residências sempre é um sinal de alerta para os moradores, devido ao perigo do animal. No período de chuvas, a preocupação aumenta e é mais comum encontrá-los.
A Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde do Distrito Federal registrou 921 chamados para captura do aracnídeo de janeiro a 22 de outubro deste ano. A pasta contabilizou nos primeiros 9 meses de 2021, 1.866 notificações de pessoas atacadas por escorpiões, cobras, aranhas, lagartas e abelhas.
O biólogo da Vigilância, Israel Martins, explica que durante o período chuvoso o número das ocorrências aumenta devido a quantidade de água nas redes de esgoto, o que ocasiona a saída desses bichos e a migração desses para as casas. O especialista chama a atenção sobre o risco de acidentes e a importância do protocolo correto na hora de se remover o animal.
“Ao identificá-los, ligue para (61) 2017-1344. Os agentes vão se dirigir ao local e fazer a remoção desses animais. Existem regiões que a ocorrência de acidente é grande, no entanto, o pedido de visita é menor ”, afirma.
Há 3 semanas, a empreendedora Camila Santos tomou um susto quando o filho de 4 anos encontrou um escorpião na casa, no Riacho Fundo 1. Ela conta que o menino estava no quarto quando identificou o aracnídeo. “Ele me gritou dizendo que tinha um bicho no chão daqueles que tem que sacudir a cama antes de dormir. Fui ver e era um escorpião que já estava parcialmente morto. Aí só pisei nele pra garantir”, conta.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles DF
Receba no seu email as notícias de Metrópoles DF
Frequência de envio: Diário
Ver todasDe acordo com Camila, essa foi a primeira vez que um animal do tipo apareceu na residência e, após o ocorrido, colocou o escorpião em um vidro. “Já falei com as crianças sobre sempre sacudirem os sapatos antes de usar, sacudirem a cama antes de dormir. Eu fecho os ralos, tenho proteção em todas as portas. Além de dedetizar sempre minha casa, também a mantenho sempre limpa”, diz.
Cuidados a serem tomados
Apesar de muitos recorrerem à dedetização quando identificam os animais peçonhentos, a Vigilância Ambiental desencoraja o uso de inseticidas, uma vez que não possuem eficácia comprovada. “O que funciona para os escorpiões são medidas de barreiras, que previnem o aparecimento deles nas residências”, afirma Israel.
Para evitar os acidentes é importante:
- Vedar soleiras de portas com rolos de areia ou rodos de borracha;
- Reparar rodapés soltos e colocar telas nas janelas;
- Telar as aberturas dos ralos, pias ou tanques;
- Telar aberturas de ventilação de porões e manter assoalhos tapados;
- Manter todos os pontos de energia e telefone devidamente vedados;
- Manter limpos quintais e jardins.
Quem também tem se preocupado com o aparecimento dos escorpiões é a acupunturista Danielle Dourado. Em menos de um mês, ela já encontrou 3 aracnídeos na clínica em que trabalha, localizada no Areal. Em uma das ocasiões, teve que pedir ajuda a um paciente matar o animal. “Eu fiquei bem apavorada, porque é um local limpo. Já chamei um técnico de dedetização para vir aqui e ver se consegue resolver o problema”, explica.
A artesã Claudia Maria levou um susto ainda maior. Enquanto a mãe dela mexia em plantas no jardim da casa um escorpião amarelo a picou. A família que mora em uma chácara próxima ao Jardim ABC, na Cidade Ocidental, precisou correr para o Hospital Regional da Asa Norte (Hran). “Depois que a minha mãe foi picada, nós encontramos outros três na casa. Ficamos muito preocupados, mas tomamos todos os cuidados possíveis”, lembra.
Importância das notificações
A Vigilância Epidemiológica reforça que a notificação dos casos é importante para a fabricação e manutenção de soros contra os diferentes venenos dos animais peçonhentos. Além disso, como os dados vão para o sistema do Ministério da Saúde e da Secretaria de Saúde, a atualização facilita a reposição dos fármacos nas unidades de saúde ao longo do ano.
Em caso de acidentes com escorpião, aranha, lagarta e lacraia os números para contato com a Vigilância Ambiental são o 160 ou 2017-1344. Também é possível entrar em contato pelo e-mail gevapac.dival@gmail.com e agendar de inspeção.









